Fim da greve em São Carlos: servidores aceitam proposta da prefeitura e encerram paralisação
Fim da greve em São Carlos: servidores aceitam proposta da prefeitura e encerram paralisação
Fim da greve em São Carlos: servidores aceitam proposta da prefeitura.
Os funcionários públicos municipais de São Carlos (SP) realizaram uma reunião de negociação e aprovaram a nova oferta feita pela prefeitura na noite desta quarta-feira (15). Com isso, a categoria optou pelo término da greve, que durou três dias e resultou na paralisação de serviços.
A administração municipal recusou um aumento real no salário base, mas propôs um reajuste de R$ 120 no vale-refeição, elevando para R$ 1.320, o que foi aceito pelos servidores.
Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos de São Carlos (Sindspam), a categoria demandava um reajuste de 7% no salário, vale-refeição de R$ 1,3 mil, além da manutenção da cesta básica com 36 itens. A greve teve início na última segunda-feira (13).
Representantes da prefeitura e do Sindicato se reuniram nesta quarta para discutir o acordo coletivo dos servidores públicos municipais. A administração enfatizou à categoria que, neste ano, não será possível conceder um aumento real no salário base.
O plano de carreira, solicitado pela categoria, também foi abordado na reunião. A administração se comprometeu a enviar um projeto à Câmara Municipal no segundo semestre deste ano, com previsão de implementação a partir de 1º de janeiro de 2027.
A prefeitura informou que o reajuste salarial será de 3,81% e manteve o benefício da cesta básica. Além disso, o descongelamento dos triênios, suspenso pela Lei Complementar 172/2020, foi confirmado com pagamento retroativo a janeiro de 2026.
Em relação aos dias em que os servidores ficaram paralisados, a prefeitura esclareceu que não haverá anistia, mas que a compensação será discutida entre os setores jurídicos e administrativos da administração municipal e do sindicato.
Os servidores públicos municipais que aderiram à greve, na última segunda-feira (13), realizaram manifestações na Praça dos Voluntários, em frente ao Mercado Municipal, das 8h às 17h.
Nas redes sociais, o Sindspam afirmou que a greve é um “instrumento legítimo de luta coletiva, construído para defender nossos direitos, nossas condições de trabalho e a qualidade dos serviços prestados à população”.
O sindicato reforçou que os serviços considerados essenciais e que deverão funcionar com 100% do efetivo são a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), farmácias e Guarda Civil Municipal (GCM), por exemplo, que não aderiram à greve.
De acordo com a prefeitura, a decisão liminar estabelece medidas obrigatórias que deverão ser rigorosamente cumpridas pela categoria:
- Fica proibida qualquer forma de bloqueio, obstrução ou impedimento de acesso aos locais de trabalho, garantindo o direito dos servidores que desejarem exercer regularmente suas funções;
- Impõe o desconto dos dias não trabalhados pelos servidores que aderirem ao movimento grevista;
- Determina que pelo menos 70% dos servidores municipais permaneçam em atividade, sob pena de aplicação de multa diária de R$ 10.000,00 em caso de descumprimento.
A administração municipal afirmou que adotará todas as medidas necessárias para garantir o cumprimento integral da decisão judicial e a manutenção dos serviços públicos, não permitindo qualquer prática que prejudique a população.
No início da manhã de segunda-feira (13), a equipe de reportagem da EPTV esteve em duas escolas, a Escola Municipal de Educação Básica (Emeb) Professor Afonso Fioca Vitalli e o Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Dario Rodrigues, no Cidade Aracy, e acompanhou os reflexos da paralisação da categoria.
Conforme apurado pela reportagem, alguns alunos entraram e outros precisaram retornar para casa com os pais porque os professores aderiram à paralisação. Os pais relataram que uma merendeira também aderiu à greve, mas que o serviço não seria prejudicado.
De acordo com a prefeitura, um levantamento aponta que nove enfermeiros e 41 agentes de saúde, dos 116 contratados nas 23 Unidades de Saúde da Família (USFs), aderiram ao movimento.
Nas 11 Unidades Básicas de Saúde (UBSs), bem como nas três UPAs e no Samu, os serviços seguem funcionando normalmente, sem registro de falta de profissionais.
No Saae, 20 servidores aderiram à greve. Na Fundação Educacional São Carlos (FESC), um profissional. Na Fundação Pró-Memória, dois, e na Secretaria de Desenvolvimento Rural e Bem-Estar Animal, três. Das 62 escolas municipais, 14 estão totalmente fechadas.


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