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Hospital do Tatuapé ganha reforma e mira 507 leitos

Hospital do Tatuapé ganha reforma e mira 507 leitos

Hospital do Tatuapé ganha reforma e mira 507 leitos

O prefeito Ricardo Nunes entregou as novas instalações da Unidade de Tratamento de Queimados e do Ambulatório de Queimados do Hospital Municipal Dr. Cármino Caricchio, o Hospital do Tatuapé, na Zona Leste de São Paulo. A obra integra a modernização de todo o complexo hospitalar, que recebe investimento de R$ 367 milhões. Com as mudanças, a capacidade do hospital deve passar de 392 para 507 leitos.

A unidade é uma das principais referências públicas do país no tratamento de vítimas de queimaduras. Por isso, recebe pacientes da capital, de outros municípios paulistas e até de outros estados. Durante a entrega, Nunes destacou a abrangência do atendimento e o custo de manter a estrutura funcionando, estimado em R$ 48 milhões por mês.

“Recebemos aqui pessoas da cidade de São Paulo, de outros municípios e até de outros estados”, afirmou o prefeito. Ele também citou a assistência humanizada durante a recuperação, com acompanhamento psicológico aos pacientes.

O que mudou na Unidade de Queimados

A Unidade de Tratamento de Queimados ocupa o 10º andar e reúne, em um único pavimento, etapas que antes ficavam separadas. A estrutura conta com duas salas cirúrgicas exclusivas, quatro leitos de Unidade de Terapia Intensiva, uma sala de Recuperação Pós-Anestésica com dois leitos e uma enfermaria com capacidade para 24 pacientes, distribuídos em quartos duplos.

No térreo, o Ambulatório de Queimados recebe o paciente depois da alta hospitalar. O espaço tem dois consultórios, sala de espera, posto de enfermagem, sala de procedimentos, área para fisioterapia e sanitários acessíveis.

A proximidade entre os setores encurta o caminho entre cirurgia, cuidados intensivos e recuperação. Segundo a Prefeitura, a organização facilita o atendimento a pacientes com diferentes graus de gravidade e dá continuidade ao tratamento após a internação.

O que o investimento de R$ 367 milhões inclui

Os R$ 367 milhões destinados ao Hospital do Tatuapé cobrem a qualificação da infraestrutura, a ampliação da capacidade hospitalar e a reorganização dos espaços de assistência. A reforma da Unidade de Queimados é a primeira etapa visível desse pacote. As demais intervenções seguem o cronograma da gestão municipal.

O hospital fica na região do Tatuapé, um dos polos de saúde da Zona Leste. A unidade atende casos que exigem procedimentos cirúrgicos, internação prolongada, cuidados intensivos e acompanhamento multiprofissional. Para muitos moradores da região, é a porta de entrada para tratamentos de alta complexidade.

Hospital do Tatuapé e a rede municipal de saúde

O investimento no complexo ocorre no momento em que a Prefeitura amplia o orçamento da saúde. Conforme dados divulgados em setembro de 2026, a área passou de R$ 10 bilhões em 2016 para R$ 25 bilhões em 2026.

A rede municipal reúne 123 mil profissionais e 484 Unidades Básicas de Saúde, segundo a administração. O Hospital do Tatuapé se soma a outras entregas recentes, como a nova UPA e a UBS entregues na região de Perus, na Zona Norte.

O que esperar daqui para frente

A próxima etapa é a conclusão das obras que vão levar o hospital a 507 leitos. A ampliação deve aliviar a pressão sobre a rede de alta complexidade da Zona Leste, que atende também pacientes de fora da capital.

Por que a Unidade de Queimados é estratégica

Queimaduras graves exigem cirurgia, terapia intensiva e reabilitação em sequência. Concentrar essas etapas em um mesmo pavimento reduz o tempo entre a chegada do paciente e o primeiro procedimento. Em casos mais graves, essa diferença pesa no resultado do tratamento.

O Hospital do Tatuapé é uma das principais referências públicas do país nesse tipo de atendimento. A procura de pacientes de outros municípios e de outros estados explica por que a unidade mantém equipes especializadas e um custo mensal elevado.

Além da estrutura física, a unidade oferece acompanhamento multiprofissional, com apoio psicológico durante a recuperação. Segundo a Prefeitura, o cuidado com a assistência humanizada integra o projeto entregue.

Como funciona o atendimento ao paciente queimado

O paciente passa por avaliação para definir a gravidade da lesão. Casos mais complexos seguem para as duas salas cirúrgicas exclusivas e, depois, para os quatro leitos de UTI.

Na sequência, a recuperação acontece na sala de Recuperação Pós-Anestésica e na enfermaria de 24 leitos, montada em quartos duplos. Após a alta, o acompanhamento continua no Ambulatório de Queimados, no térreo, onde o paciente tem acesso a consultas, procedimentos e fisioterapia.

A fisioterapia é parte central nesse processo, porque ajuda a recuperar movimentos e a evitar sequelas. O ambulatório concentra ainda o acompanhamento de longo prazo de quem passou por internação prolongada.

O que a obra representa para a Zona Leste

A Zona Leste concentra bairros densos e boa parte da população da capital. Hospitais de alta complexidade da região costumam receber também moradores de cidades vizinhas.

Com a ampliação para 507 leitos, a expectativa é reduzir a fila por vagas de internação e de terapia intensiva. A Prefeitura não divulgou o prazo final das obras nem o cronograma das etapas seguintes.

Com informações do SP Jornal

RedeBrasil

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