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Lula na Paulista: ato deste domingo testa força no Sudeste

Lula na Paulista: ato deste domingo testa força no Sudeste

Lula na Paulista: ato deste domingo testa força no Sudeste

Lula na Paulista neste domingo (11), a partir das 11h, com concentração em frente ao Masp. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou presença na mobilização que a campanha batizou de “Marcha pela Democracia”, em um dos endereços mais simbólicos da capital paulista.

A expectativa é que o petista caminhe ao lado do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (Psol), e do ex-candidato do PT ao governo paulista, Fernando Haddad. Também devem participar as candidatas ao Senado por São Paulo que não se elegeram, Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede).

O ato foi anunciado na noite de sábado (10), véspera da mobilização. A campanha divulgou o chamado pelas redes oficiais do presidente e pediu que os apoiadores chegassem cedo à avenida.

Chamado para a militância

Na noite de sábado (10), Lula gravou um vídeo para convocar apoiadores. Ele aparece com um megafone na mão e pede presença em massa na avenida.

“Estarei na Paulista para que a gente faça o maior ato da história de São Paulo. Bora, São Paulo!”, declarou o presidente na gravação.

A escolha da Paulista repete um palco clássico da política brasileira. A via já recebeu atos de campanha dos dois lados nesta eleição. O RedeBrasil mostrou, em setembro, que o comício de Flávio na Paulista testou a força do bolsonarismo no mesmo endereço.

Aposta no Sudeste depois do 1º turno

O ato integra a estratégia de recuperação do terreno perdido no Sudeste. Lula vai concentrar atividades em São Paulo e no Rio de Janeiro na próxima semana, segundo o Poder360.

O cálculo da campanha é direto. Em 2026, o petista teve 1,8 milhão de votos a menos na região na comparação com 2022, o maior baque entre todas as áreas do país.

O primeiro turno terminou com Flávio Bolsonaro (PL) na frente, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.

Desde o resultado parcial, a campanha petista reforçou a presença nas ruas e nas redes. Além disso, a equipe passou a levar às plataformas digitais argumentos sobre a manutenção de programas sociais, tema que virou eixo do discurso do segundo turno.

A articulação regional também entrou no radar. O RedeBrasil mostrou que a campanha de Lula no 2º turno ganhou reforço de quadros do Nordeste, movimento que busca ampliar a votação fora do Sudeste.

Alckmin mira centro e classe média

No sábado, Alckmin participou de um encontro do movimento Judeus pela Democracia, na Casa do Povo, no Bom Retiro, em São Paulo. O evento reuniu apoiadores da reeleição e contou com Tebet e Marina Silva.

O vice-presidente defendeu falar com eleitores independentes e de centro. “Nós temos que falar com os independentes, com o centro, com a classe média e convencer o pessoal, mostrando os prejuízos que podem ter”, afirmou, em fala registrada pelo jornal O Globo.

Alckmin também citou um ajuste fiscal que não recaia sobre a população mais pobre, um aceno a eleitores críticos da política econômica do governo. O vice-presidente e Tebet são tratados na campanha como nomes com trânsito entre esse eleitorado.

Abstenção entra no cálculo

A campanha trabalha ainda para reduzir as abstenções. No primeiro turno, cerca de 33,4 milhões de eleitores deixaram de votar.

O desafio é que as maiores taxas de abstenção apareceram justamente em regiões onde Flávio Bolsonaro venceu. Como resultado, ampliar o comparecimento não beneficia necessariamente o candidato do PT.

Por isso, a ordem na campanha é dupla. De um lado, mobilizar quem já vota no campo progressista. Do outro, buscar o eleitor que se ausentou e evitar que a disputa se decida pela diferença de comparecimento nas duas pontas do país.

O que esperar daqui para frente

O ato deste domingo serve como teste de mobilização a duas semanas da votação. Portanto, o tamanho da multidão na Paulista vira termômetro para os próximos passos da campanha.

Além disso, a agenda de rua deve seguir concentrada em São Paulo e no Rio, os dois maiores colégios eleitorais do país. A campanha aposta nesse circuito para sustentar o discurso de defesa da democracia até 25 de outubro.

Com informações do Poder360

Foto: Reprodução/Instagram @lulaoficial, Poder360

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