Lula quer recomprar refinaria privatizada por Bolsonaro e libera R$ 9 bi à Petrobras
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante visita às instalações da Regap, no Distrito Industrial Paulo Camilo Sul. Betim – Ricardo Stuckert/PR
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta sexta-feira (20), em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte, que o governo federal planeja recomprar a Refinaria Landulpho Alves (RLAM), na Bahia, privatizada em 2021 durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL). A afirmação foi feita durante visita à Refinaria Gabriel Passos (Regap), onde também foi anunciado um pacote de R$ 9 bilhões em investimentos da Petrobras.
No evento, Lula mencionou que o governo almeja reassumir o controle da unidade baiana, vendida por US$ 1,65 bilhão. “Nós realizamos as ações necessárias. Eles venderam a refinaria da Bahia, nós vamos readquirir a refinaria da Bahia, talvez leve um tempo, mas vamos adquirir”, afirmou o presidente. Ele destacou que essa medida faz parte da estratégia para ampliar a capacidade de refino no país e diminuir a dependência de derivados importados.
A RLAM é uma das principais instalações do sistema de refino nacional e atende uma parte significativa do mercado do Nordeste. Durante o mesmo discurso, Lula também mencionou o interesse do governo em expandir as pesquisas em reservas de petróleo. Ao abordar a política energética da administração anterior, ele enfatizou que o governo atual continuará investindo na produção interna e em medidas consideradas estratégicas para o abastecimento nacional.
Diesel R. Um combustível com conteúdo renovável, como o óleo de soja, que está sendo produzido na refinaria da Petrobras em Betim (MG). Além de reduzir o impacto ambiental, ele beneficia cooperativas de catadores, gerando emprego e renda para as famílias que trabalham com a… pic.twitter.com/C07DNTLx2V
— Lula (@LulaOficial) March 20, 2026
Lula também divulgou que a Petrobras planeja estabelecer uma política de estoques de combustíveis, juntamente com a presidente da estatal, Magda Chambriard. A proposta, de acordo com ele, visa possibilitar uma resposta em momentos de crise e pressão internacional sobre os preços. O presidente afirmou que essa medida demanda tempo e tem um custo elevado, mas será tratada como um ponto estratégico para o país.
Ao defender a constituição de estoques, Lula relacionou essa iniciativa ao cenário internacional e às flutuações do mercado de energia. “Isso não é algo rápido, leva tempo. Porém, é estratégico que a Petrobras e o governo considerem, para não serem prejudicados pelo que está ocorrendo atualmente”, afirmou. Em seguida, acrescentou que o Brasil precisa possuir mecanismos para reagir a movimentos especulativos e conter os impactos nos preços dos combustíveis.

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