Notícias SP: Mainha do Crime, Febre do Nilo e Enel
São Paulo começa a semana com uma série de acontecimentos que chamam a atenção em áreas como segurança pública, saúde e serviços essenciais. De operações policiais contra receptação de joias a alertas epidemiológicos e decisões da agência reguladora de energia, a terça-feira (25) traz informações importantes para quem mora no estado.
Mainha do Crime: elo entre ladrões de rua e receptadores de ouro
A Polícia Civil de São Paulo detalhou o esquema comandado por Suedna Barbosa Carneiro, conhecida como “Mainha do Crime”, apontada como peça central em uma rede que conecta assaltantes de rua a receptadores de ouro e joias na capital. Segundo as investigações, ela fornecia motos, capacetes e bolsas para criminosos que atuavam em bairros nobres, além de comprar os produtos roubados.
Suedna já havia sido presa em fevereiro de 2025 após o assassinato do ciclista Vitor Medrado, morto em uma tentativa de roubo no Parque do Povo, na Zona Sul. Na ocasião, o então secretário da Segurança Pública, Guilherme Derrite, afirmou que ela atuava como financiadora das quadrilhas que aterrorizavam a região.
Em nova fase da investigação, a polícia descobriu que a organização comprava joias e objetos de ouro de ladrões e repassava o material a intermediários, que depois vendiam a comerciantes especializados. O ouro era fundido e revendido em outro formato, dificultando o rastreamento. Um dos intermediários, Rony Gonçalves, reconheceu ter entregue R$ 40 mil em dinheiro a Suedna e negociado ouro por R$ 320 o grama — enquanto o valor de mercado citado nos autos era de R$ 618.
As autoridades também investigam uma suposta relação de Suedna com a morte de um delegado da Polícia Civil ocorrida em janeiro de 2025. Ela já havia sido condenada anteriormente a 10 anos e seis meses de prisão por receptação, mas estava em regime aberto. A operação mais recente apreendeu R$ 1,5 milhão em ouro e joias, e dois alvos seguem foragidos. Foto: Reprodução/G1
SP confirma dois primeiros casos de Febre do Nilo Ocidental em humanos
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou nesta segunda-feira (24) os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental no estado. O registro acendeu alerta para a circulação do arbovírus, transmitido pela picada do mosquito do gênero Culex — o mesmo pernilongo ou muriçoca comum em áreas urbanas.
O primeiro caso é de uma mulher de 34 anos, moradora de Ribeirão Preto, com histórico recente de viagem à região amazônica. Ela já está curada. O segundo é de uma jovem de 18 anos, residente em São José do Rio Preto, que permanece internada sob cuidados médicos. Ambos os casos seguem com o local provável de infecção sob investigação epidemiológica.
Segundo a SES-SP, a transmissão ocorre quando mosquitos se alimentam de aves infectadas e depois picam seres humanos. Cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem sintomas, que podem variar de febre passageira a quadros graves com comprometimento do sistema nervoso central, como encefalite e meningite. Não existe vacina ou tratamento antiviral específico — o suporte médico é indicado conforme a necessidade do paciente.
Os casos foram confirmados por exames laboratoriais do Instituto Adolfo Lutz e notificados ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). A recomendação é que pessoas com sintomas compatíveis e histórico de exposição a áreas com presença do mosquito procurem atendimento médico. Foto: Reprodução/G1
Aneel rejeita perícia da Enel e processo pode levar ao fim do contrato em SP
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) rejeitou nesta segunda-feira (24) o pedido de prova pericial feito pela Enel Distribuição. Com a decisão, a fase de instrução do processo foi encerrada. A empresa terá agora 10 dias para apresentar suas alegações finais antes da deliberação definitiva sobre a recomendação de caducidade do contrato.
A Enel havia solicitado a realização de uma perícia independente sob o argumento de que o processo envolve questões técnicas complexas, incluindo aspectos meteorológicos, operacionais, estatísticos e regulatórios. A concessionária questionou o fato de a Aneel concentrar as funções de fiscalização, instrução e julgamento.
A diretoria da agência, no entanto, entendeu que a concentração dessas atribuições faz parte do modelo institucional das agências reguladoras e não compromete a imparcialidade do processo. Para a Aneel, a situação não justifica a realização de uma perícia, já que o processo não discute a intensidade do evento climático de dezembro de 2025 — cuja severidade já foi reconhecida — mas sim a capacidade de preparação, resposta e recomposição do serviço da distribuidora.
Se a caducidade for confirmada, a Enel pode perder a concessão para distribuir energia elétrica na Grande São Paulo. Em nota, a empresa informou que “reitera que a perícia técnica independente e multidisciplinar solicitada tem como objetivo permitir o aprofundamento de controvérsias relevantes para o caso, com especial atenção aos impactos sobre os consumidores”. Foto: Reprodução/G1
Os três temas mostram como a semana começa movimentada em São Paulo, com desdobramentos que afetam diretamente a vida dos paulistas — da segurança nas ruas ao abastecimento de energia elétrica, passando pela vigilância em saúde pública.
Com informações de G1 SP e Agência Brasil.
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