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O Brasil não pode procrastinar

O Brasil não pode procrastinar

O Brasil não pode procrastinar

Temos presenciado situações que demonstram a importância de uma análise crítica da sociedade. Não se trata de um discurso vazio, mas sim de uma realidade que abrange o Brasil e o mundo. Quando deixamos de buscar informações verídicas e de valorizar o conhecimento, abrimos caminho para interpretações superficiais e para o extremismo político exacerbado, independente de orientações ideológicas.

É crucial conscientizarmos a nós mesmos e aos demais sobre a importância de refletir sobre a história local e global. Reconhecer que eventos históricos, muitas vezes vistos como distantes, podem ressurgir sob novas formas quando não são discutidos com seriedade.

Sendo sinceros, quantos de nós não fomos de alguma maneira afetados pelas crises recentes, seja por perdas pessoais, dificuldades sociais ou pelo aumento da insegurança nos últimos anos? Esses acontecimentos destacam como decisões institucionais e políticas públicas impactam diretamente a vida das pessoas, nos levando a refletir sobre as ações efetivas realizadas pelas autoridades para minimizar danos humanitários.

Torna-se mais urgente do que nunca investir na educação para além das instituições acadêmicas tradicionais. A maioria dos acadêmicos de hoje, inclusive eu, está acomodada em suas posições. A academia muitas vezes forma os quadros do Senado, do STF e até mesmo da Presidência da República. Ainda não possuímos um sistema educacional que seja acessível a todos e para todos.

A polarização política no Brasil tem gerado consequências práticas que afetam diretamente a população. O constante embate entre grupos opostos dificulta acordos no Congresso, provoca instabilidade nas políticas públicas e resulta na descontinuidade de programas a cada mudança de governo.

Esse clima de conflito contínuo também impacta a economia, aumentando a percepção de instabilidade e afastando investimentos, além de prejudicar as relações sociais, familiares e profissionais. A divergência política deixa de ser um debate de ideias e passa a ser uma disputa moral, simplificando temas complexos como desigualdade, segurança e educação.

“O tempo de procrastinação já passou. É hora de agir, agir e agir novamente”. Essa frase, presente em meu livro O Testemunho, resume uma reflexão: compreender o passado não é apenas um exercício individual, mas uma necessidade coletiva.

Precisamos ouvir mais as pessoas, compreender seus pontos de vista e debater de forma saudável. Não necessitamos de um salvador da pátria, de um líder ou de qualquer outro tipo de autoridade. Somente nós podemos nos salvar. Afinal, se não agirmos agora, não haverá um século XXII para a humanidade.

*Santiago Delgado é professor, historiador e autor do livro O Testemunho

Foto: Divulgação.

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