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Operação Chuvas de Verão: Santo André antecipa plano

Operação Chuvas de Verão: Santo André antecipa plano

Operação Chuvas de Verão: Santo André antecipa plano

Santo André antecipou em mais de um mês o início da Operação Chuvas de Verão 2026/2027 e colocou o El Niño no centro do planejamento. O plano de contingência começou a valer ainda em outubro e segue em vigor até 30 de abril de 2027. Segundo a prefeitura, a cidade foi a primeira do estado de São Paulo a iniciar o período especial de prevenção.

A operação é conduzida pela Secretaria de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, por meio do Departamento de Proteção e Defesa Civil. O lançamento ocorreu no Salão Burle Marx e reuniu equipes de diversas secretarias municipais, que passaram a alinhar os procedimentos para dias de chuva intensa.

Operação Chuvas de Verão: Santo André antecipa plano

Por que a Operação Chuvas de Verão começou mais cedo

A antecipação tem relação direta com a previsão de eventos climáticos extremos. O prefeito Gilvan Ferreira afirmou que o município já mobiliza as equipes para chuvas fortes e ondas de calor. “A antecipação do POCV é reflexo do nosso compromisso com a preservação da vida humana e animal”, declarou.

Para o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos, a cidade tem capacidade de se recuperar rapidamente. “Mesmo que Santo André seja atingida por uma forte chuva, que possa ocasionar inundações e alagamentos, a cidade oferece resposta rápida”, disse. Na avaliação dele, isso só é possível porque as equipes atuam em ações mitigatórias ao longo de todo o ano.

As obras de drenagem que sustentam o plano

A gestão municipal aposta em obras estruturais para reduzir o risco de alagamentos. Na Bacia do Córrego Guarará, a prefeitura investe mais de R$ 50 milhões em macrodrenagem. O projeto prevê a construção de sete microrreservatórios às margens da Avenida Capitão Mário de Toledo de Camargo.

Além disso, a Estação Elevatória de Águas Pluviais passa por modernização. A Avenida Santos Dumont recebe intervenções de alteamento, o que ajuda a manter a via trafegável em dias de chuva forte. As manutenções preventivas ficam a cargo do Semasa, o Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André.

Os serviços de rotina incluem a limpeza de mais de 14 mil bocas de lobo, a roçagem de mais de 457 m² de córregos e a remoção mecânica de 4.078 toneladas de resíduos dos cursos d’água. Há ainda limpeza de canaletas e reformas de bocas de lobo em vários pontos da cidade.

Canteiros esponjas e retirada de famílias de áreas de risco

A Secretaria de Manutenção e Serviços Urbanos implantou canteiros esponjas e atuou em núcleos habitacionais. O investimento nesse conjunto de ações passa de R$ 23 milhões.

Já a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação aplicou R$ 36,3 milhões. O valor cobre remoção de famílias de áreas de risco, contenção de encostas, urbanização de comunidades e implantação de Soluções Baseadas na Natureza.

El Niño e o peso dos eventos extremos

O El Niño altera o regime de chuvas e tende a amplificar eventos extremos no Sudeste. Cidades da Grande São Paulo já sentiram esse efeito. Em setembro, temporais deixaram ao menos oito mortos na região, com estragos em vários municípios.

Especialistas em clima defendem que a antecipação de planos de contingência reduz danos. A lógica é direta: quanto antes as equipes se organizam, menor o tempo de resposta quando a chuva chega. O monitoramento meteorológico contínuo também ajuda a acionar alertas com antecedência.

Para o município, o trabalho integrado entre secretarias é o que garante a volta à normalidade. A Defesa Civil de Santo André completa 50 anos em 2026, e o evento marcou o início das comemorações.

Quanto a cidade investe em resiliência

Os investimentos citados pela prefeitura somam mais de R$ 109 milhões em obras e manutenção ligadas à drenagem e à redução de riscos. O total reúne a macrodrenagem da Bacia do Guarará, os canteiros esponjas e as ações de habitação em áreas de risco.

O que esperar daqui para frente

A Operação Chuvas de Verão segue ativa até 30 de abril de 2027. No período, a prefeitura mantém equipes de plantão e acompanha a previsão do tempo em tempo real, conforme detalhou o SP Jornal.

A recomendação para moradores de áreas de risco continua a mesma: acompanhar os alertas da Defesa Civil e acionar o município ao primeiro sinal de alagamento.

Como funciona o plano de contingência

O POCV mantém as equipes municipais em estado de prontidão para eventos climáticos extremos. Durante o período, cada secretaria define os procedimentos que deve adotar diante de chuvas intensas, o que encurta o tempo de reação.

O objetivo é duplo: prevenir desastres e restabelecer a normalidade social com agilidade quando eles acontecem. O acompanhamento inclui ainda as ondas de calor, outro fenômeno associado a anos de El Niño.

A escolha da data do lançamento

O início da operação coincidiu com o Dia Internacional para Redução de Riscos e Desastres, celebrado em 13 de outubro. A data reforça o caráter preventivo da medida, adotada antes do pico das chuvas de verão no estado.

Com informações do SP Jornal

RedeBrasil

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