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Quaest em SP: Flávio Bolsonaro lidera com 31% e Lula tem 30%

Quaest em SP: Flávio Bolsonaro lidera com 31% e Lula tem 30%

Quaest em SP: Flávio Bolsonaro lidera com 31% e Lula tem 30%

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (8) mostra um cenário de empate técnico na corrida presidencial em São Paulo. Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 31% das intenções de voto, enquanto o presidente Lula (PT) registra 30%, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. É a primeira vez que um candidato de direita lidera uma pesquisa de intenção de voto para presidente no maior colégio eleitoral do país.

O levantamento, encomendado pela Globo, ouviu 1.800 eleitores paulistas entre os dias 4 e 7 de setembro. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04705/2026, com nível de confiança de 95%. Em relação ao levantamento anterior, de 25 de agosto, Flávio oscilou positivamente de 30% para 31%, enquanto Lula subiu de 29% para 30%.

Quaest em SP: Flávio Bolsonaro lidera com 31% e Lula tem 30%

Imagem: Montagem G1 — Candidatos à Presidência nas eleições de 2026

Cury cresce e assume a terceira posição

O nome que mais se destacou na pesquisa foi Augusto Cury (Avante). O candidato saltou de 2% para 8% das intenções de voto em apenas duas semanas. Com isso, Cury se consolidou na terceira colocação e se tornou um fator imprevisível para o segundo turno.

Em entrevista na quinta-feira (10), Cury disse que pode apoiar Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, desde que o candidato do PL prove que não houve corrupção na captação de recursos para o filme “Dark Horse”, produção ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro e financiada por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. “Em relação ao Flávio, ele tem que provar que não tem corrupção. Ele tem que provar para onde foi o dinheiro do Dark Horse”, afirmou Cury.

O candidato do Avante foi mais enfático ao rejeitar qualquer possibilidade de apoio ao presidente Lula no segundo turno. A declaração reforça a percepção de que Cury, embora se apresente como uma terceira via, tende a engrossar o campo bolsonarista em uma eventual disputa final.

Demais candidatos no cenário paulista

Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4% das intenções de voto, mesmo percentual do levantamento anterior. O ex-governador de Goiás foi internado em um hospital de São Paulo nesta semana para tratar faringite aguda, quadro que evoluiu para pneumonia, segundo boletim médico divulgado nesta sexta-feira (11). A internação deve afetar sua agenda de campanha nos próximos dias.

Renan Santos (Missão) marcou 2%, oscilando negativamente em relação aos 3% anteriores. Romeu Zema (Novo) também caiu de 3% para 1%. Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Samara Martins (UP) aparecem com 1% cada. Edmilson Costa (PCB) e Rui Costa Pimenta (PCO) não pontuaram.

Indecisos somam 12% do eleitorado paulista. Eleitores que declararam voto em branco, nulo ou que não pretendem votar chegam a 10%. O percentual de indecisão, embora ainda relevante, é menor que os 13% registrados no levantamento anterior.

Pablo Marçal no cenário

No cenário que inclui Pablo Marçal (PRTB), que registrou candidatura apesar de estar inelegível e aguarda julgamento do TSE, os números se mantêm similares. Flávio Bolsonaro lidera com 31%, Lula tem 30%, Cury aparece com 7% e Marçal registra 4%. A presença do ex-coach não altera significativamente a dianteira de Flávio sobre Lula.

Tarcísio defende transparência nas investigações

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), foi instado a comentar o caso Dark Horse durante agenda em Guarulhos na quinta-feira (10). Tarcísio defendeu transparência absoluta nas investigações conduzidas pelo STF sob relatoria do ministro Flávio Dino.

“Eu entendo e defendo toda e qualquer investigação. Eu acho que tudo tem que ser transparente. A gente precisa de rigor nas investigações e responsabilização”, afirmou o governador. Tarcísio evitou comentar diretamente o mérito da decisão de Dino, mas reforçou que “a sociedade merece respeito e esclarecimento”.

A declaração ocorre em meio à pressão de aliados de Bolsonaro contra a investigação. Tarcísio, que busca a reeleição e é um dos principais apoiadores de Flávio Bolsonaro em São Paulo, tenta equilibrar o discurso para não desagradar nem a base bolsonarista nem o eleitorado moderado.

O que o cenário significa para as campanhas

O empate técnico entre Flávio Bolsonaro e Lula no maior colégio eleitoral do país é um dado estratégico para as campanhas. São Paulo concentra cerca de 22% do eleitorado nacional, e o resultado no estado pode definir quem chega ao segundo turno com vantagem decisiva.

Lula busca recuperar terreno em um estado onde historicamente tem força entre o eleitorado mais pobre e as periferias. Flávio Bolsonaro, por sua vez, aposta no crescimento do bolsonarismo no interior paulista e entre o eleitorado evangélico, segmento que tem migrado maciçamente para a direita nos últimos ciclos eleitorais.

Augusto Cury, com 8%, emerge como potencial fiel da balança. Sua disposição em apoiar Flávio no segundo turno, mesmo com condicionantes, pode consolidar uma frente ampla de direita em São Paulo, tornando a tarefa de Lula ainda mais árdua no estado. Por outro lado, os 12% de indecisos representam uma janela para ambas as campanhas nos dias finais antes da eleição.

Com informações do G1 e CNN Brasil

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