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Polícia Federal desarticula rede de TV pirata que movimentou R$ 4,2 milhões | Jornal Espírito Santo Notícias

Polícia Federal desarticula rede de TV pirata que movimentou R$ 4,2 milhões | Jornal Espírito Santo Notícias

Polícia Federal desarticula rede de TV pirata que movimentou R$ 4,2 milhões | Jornal Espírito Santo Notícias

Operação Corsários cumpre ordens no Espírito Santo e em outros três estados contra comercialização ilegal de sinais de IPTV e lavagem de dinheiro

A Polícia Federal realizou, nesta terça-feira (10), uma operação em grande escala para combater um esquema sofisticado de pirataria digital e crimes financeiros. A ação, chamada de Operação Corsários, mira uma organização criminosa que vendia ilegalmente sinais de TV por assinatura, filmes e séries via IPTV, movimentando quantias milionárias nos últimos anos.

No total, mais de 70 agentes federais foram mobilizados para cumprir 13 mandados de busca e apreensão. O foco principal da operação foi no Espírito Santo, com nove ordens executadas na região da Grande Vitória. Os demais mandados foram cumpridos em Cabo Frio (RJ), Indaiatuba (SP) e Brasília (DF), visando as residências dos principais responsáveis que forneciam acesso ilegal a conteúdos protegidos por direitos autorais.

Nas buscas, a extensão do esquema ficou evidente com a apreensão de cerca de R$ 1,7 milhão em dinheiro vivo. Além do valor em espécie, foram confiscados oito veículos de luxo, uma motocicleta, relógios e um conjunto tecnológico composto por 22 celulares, notebooks e o computador central que hospedava a página ilegal. As investigações revelaram que os envolvidos não tinham empregos formais ou empresas registradas, apresentando movimentações financeiras totalmente incompatíveis com suas rendas declaradas.

A Polícia Federal alerta que, além do crime de violação de direitos autorais, os usuários desses serviços clandestinos estão sujeitos a sérios riscos de segurança digital. Os sites e aplicativos investigados são frequentemente usados para instalar vírus e programas espiões (malwares), permitindo que criminosos roubem dados pessoais e bancários dos consumidores, facilitando fraudes financeiras.

Os alvos da operação agora respondem por diversos delitos, incluindo associação criminosa, lavagem de dinheiro, crimes contra as relações de consumo e violação de direitos autorais. As investigações continuam para identificar toda a rede, que pode envolver mais de 250 pessoas físicas e jurídicas em todo o país.

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