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Polilaminina: como está capixaba que recebeu substância seis meses após aplicação

Polilaminina: como está capixaba que recebeu substância seis meses após aplicação

Polilaminina: como está capixaba que recebeu substância seis meses após aplicação

Vinícius Brito França recebeu a polilaminina após sofrer uma lesão medular cervical. Imagem: Reprodução/TV Vitória/TV Record

Seis meses após sofrer uma lesão medular cervical que mudou completamente sua rotina, Vinícius Brito França celebra conquistas que, no início da recuperação, pareciam improváveis. O capixaba é um dos pacientes que recebeu a polilaminina, substância aplicada em casos de lesões medulares.

Embora o avanço chame a atenção, não é possível atribuir os resultados exclusivamente ao medicamento, já que ele ainda está em fase experimental. Além de receber a polilaminina, Vinícius também faz acompanhamento diário com profissionais especializados.

Lá atrás falaram que eu ia ficar tetraplégico, 98% acamado e na cadeira de rodas com suporte para pescoço, cabeça e pernas. Hoje eu já não preciso mais disso

Vinícius Brito França, paciente

A recuperação é acompanhada de perto pela família, que destaca a determinação dele durante todo o processo.

“Ele tem muita força de vontade. Olhar para ele e ver que ele quer voltar a andar faz a gente querer correr ainda mais atrás das fisioterapias para ele”, afirma um familiar.

Reabilitação intensiva faz parte do tratamento

Vinícius Brito França recebeu a polilaminina após sofrer uma lesão medular cervical. Imagem: Reprodução/TV Vitória/TV Record

Atualmente, Vinícius realiza fisioterapia três vezes por semana. Algumas sessões ultrapassam duas horas de duração devido à intensidade dos exercícios e da reabilitação.

Segundo a fisioterapeuta Ariany Vermond, que acompanha o paciente, os movimentos apresentados são considerados impressionantes.

“Ele já apresenta movimentos que não seriam esperados para esse tipo de lesão. Acreditamos que, com a evolução do tratamento, tudo é possível. E ele está se esforçando bastante também”, explica uma das fisioterapeutas responsáveis.

Apesar da evolução, ela destaca que a recuperação é resultado de um conjunto de fatores, incluindo o trabalho de uma equipe multiprofissional, e não apenas da polilaminina.

Como está o estudo da polilaminina?

polilaminina é desenvolvida por cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a farmacêutica Cristália. A pesquisa é liderada pela bióloga Tatiana Sampaio Coelho.

Apesar de já ter sido aplicada em uso compassivo, a substância segue em fase experimental. O estudo clínico autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ainda depende da aprovação do Comitê de Ética do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) para iniciar o recrutamento dos cinco primeiros voluntários da fase 1.

De acordo com José Almeida, vice-presidente de pesquisa e desenvolvimento do Laboratório Cristália, essa etapa tem como principal objetivo avaliar a segurança do tratamento em seres humanos.

“O processo de desenvolvimento da polilaminina está exatamente no momento de iniciar o estudo clínico de fase 1, que é um estudo de segurança em humanos. Tivemos aprovação da Anvisa em janeiro deste ano para o início. Recebemos alguns questionamentos do Comitê de Ética do Hospital das Clínicas, já respondemos todos eles e agora aguardamos a aprovação para iniciar o recrutamento do primeiro paciente”, explica.

Até o momento, 102 brasileiros já receberam a substância em protocolos de pesquisa ou uso experimental. Desses, nove são capixabas.

Com informações da repórter Nathália Munhão, da TV Vitória/TV Record.

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