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Tite no Botafogo: 1 vitória em 5 jogos e pior início da SAF

Tite no Botafogo: 1 vitória em 5 jogos e pior início da SAF

Tite no Botafogo: 1 vitória em 5 jogos e pior início da SAF

O técnico Tite vive o início mais difícil de sua passagem pelo Botafogo. Em cinco partidas no comando do time, ele conquistou apenas uma vitória, somou um empate e perdeu três vezes. O aproveitamento de 26,6% coloca o treinador na última posição do ranking da era SAF do clube, segundo levantamento do GE.

O número iguala a marca de Tiago Nunes, que também teve um começo travado no Glorioso. A comparação ganhou força nas últimas horas, depois da derrota por 3 a 0 para o Internacional, no sábado (24), no Beira-Rio.

Tite no Botafogo: quatro pontos em quinze possíveis

O recorte de cinco jogos é curto, mas pesa na conta do treinador. Na prática, o Botafogo somou quatro pontos dos quinze disputados, com uma vitória, um empate e três derrotas.

O desempenho coloca Tite no mesmo patamar de Tiago Nunes, que comandou a equipe em cinco partidas com quatro empates e uma derrota. Naquele momento, o clube ainda ajustava o modelo de Sociedade Anônima do Futebol, implantado em 2022 com a entrada de um investidor estrangeiro.

Além disso, o time não conseguiu repetir a sequência de resultados que havia construído antes da troca de comando. Como resultado, a distância para o grupo dos primeiros colocados aumentou justamente na reta final do Campeonato Brasileiro.

Franclim Carvalho lidera o ranking dos técnicos da SAF

No topo da lista aparece Franclim Carvalho. O treinador português venceu três partidas e empatou outras duas nas primeiras cinco, com 73,3% de aproveitamento entre abril e agosto.

O levantamento do GE compara apenas os cinco primeiros jogos de cada treinador da era SAF. O critério é o aproveitamento de pontos, método que iguala o peso de vitórias e empates no início de cada trabalho.

O contraste explica parte da pressão sobre Tite. Ele chegou com a missão de dar identidade ao time, organizar a marcação e recuperar a confiança do elenco depois de uma temporada irregular.

No entanto, os números mostram um time que ainda busca equilíbrio. A equipe alterna bons momentos de pressão com falhas que custam caro, sobretudo fora de casa, onde sofreu derrotas importantes nas últimas rodadas.

Derrota para o Inter aumenta a pressão no Rio

No Beira-Rio, o Botafogo levou 3 a 0 e viu o adversário sair da zona de rebaixamento. O Inter chegou aos 35 pontos, subiu para o 16º lugar e respirou na tabela, faltando seis rodadas para o fim do Brasileirão.

Antes da partida, o diretor técnico do Inter, Abel Braga, fez um discurso no vestiário e pediu entrega total ao grupo. A fala apareceu em vídeo divulgado pelo clube e ajudou a explicar a postura do time gaúcho em campo.

No pós-jogo, o técnico Eduardo Baptista destacou a união do elenco e citou o esforço de Alerrandro, que segue sem marcar gols, mas deu a assistência para o terceiro gol colorado, marcado por Bernabei.

A rodada também teve a derrota do Corinthians por 3 a 2 para o Vasco, em São Januário. O resultado ajudou o Inter a deixar a zona de rebaixamento e ampliou a crise no time paulista.

Depois da derrota do Botafogo, o ex-jogador Felipe Melo criticou o trabalho de Tite e cobrou uma identidade de jogo para a equipe. Segundo o Bolavip Brasil, a cobrança pública reforçou o clima de pressão interna no clube carioca.

O que esperar do Botafogo daqui para frente

Com seis rodadas pela frente, o Botafogo ainda tem tempo para corrigir o rumo. Contudo, a margem de erro diminuiu, e cada tropeço passa a pesar mais no planejamento da próxima temporada.

O calendário também ajuda a explicar a oscilação. O time dividiu a atenção entre competições diferentes nas últimas semanas, o que reduziu o tempo de treino e limitou os ajustes táticos pedidos pela comissão técnica.

Para a torcida, o debate é simples. O clube precisa definir se mantém o projeto com Tite ou se repete a troca de comando, movimento que já virou rotina na era SAF.

Desde a chegada do investidor, em 2022, o Botafogo trocou comissões técnicas e dirigentes do futebol com frequência. Portanto, o torcedor aprendeu a comparar cada novo treinador pelo desempenho imediato, e não pelo projeto apresentado na apresentação.

A leitura da tabela reforça a urgência. Com seis rodadas restantes, cada ponto muda a posição do clube e mexe com a confiança do elenco para a temporada seguinte.

Enquanto a resposta não vem, o treinador segue com o pior aproveitamento do período. Portanto, o próximo compromisso do time vale mais que três pontos: vale a continuidade do trabalho e a leitura que o clube faz do próprio projeto.

Enquanto isso, a rodada do Brasileirão segue movimentada. O Flamengo entrou em campo contra o Atlético-MG em duelo direto na parte de cima da tabela, e o resultado mexe com a briga pela liderança.

Com informações do Bolavip Brasil e do levantamento do GE.

RedeBrasil

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