Trump ameaça prender repórter que revelou desaparecimento de piloto
Trump ameaça deter jornalista que revelou sumiço de piloto
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta segunda-feira (6) prender um repórter que divulgou informações sobre o desaparecimento de um piloto após a derrubada de um avião de combate americano pelo Irã.
O acontecimento se deu quando uma aeronave dos EUA foi abatida na quinta-feira (2) enquanto sobrevoava o território iraniano, com dois militares a bordo. O primeiro piloto foi resgatado no dia seguinte, enquanto o segundo foi localizado apenas no domingo (5).
A divulgação da informação pela mídia, antes da confirmação da Casa Branca, gerou uma forte reação do presidente. Durante uma coletiva na Casa Branca, Trump expressou sua frustração, afirmando que o jornalista responsável pela revelação deveria revelar sua fonte ou enfrentar a prisão.
“Vamos entrar em contato com o veículo que divulgou a informação e diremos: ‘Segurança nacional. Entreguem quem foi ou irão para a cadeia’”, declarou Trump, sem especificar o nome do jornalista ou do veículo envolvido.
O presidente argumentou que a divulgação prematura comprometeu a segurança da operação de resgate e colocou a vida do militar em risco.
O Irã também estava em busca do piloto desaparecido, e as autoridades americanas tiveram que despistar o Exército iraniano. Durante a operação, houve troca de tiros, e o piloto foi encontrado em estado grave.
Trump revelou que, após se ejetar do avião, o piloto seguiu os protocolos militares, se afastou do local da queda e escalou uma montanha, onde se escondeu em uma caverna até conseguir se comunicar com as forças americanas por rádio.
Inicialmente, a Casa Branca tentou manter em sigilo a informação sobre o desaparecimento do segundo piloto, mas a mídia, com base em autoridades dos EUA, começou a divulgar detalhes sobre a operação.
A exposição foi recebida com indignação pela administração Trump, que considerou o vazamento desnecessário e perigoso para a segurança da missão. Ele também criticou severamente o responsável pelas informações vazadas, chamando-o de “pessoa doente”.



