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TSE manda Meta explicar canal ‘Exército do Lula’ em 24 horas

TSE manda Meta explicar canal ‘Exército do Lula’ em 24 horas

TSE manda Meta explicar canal ‘Exército do Lula’ em 24 horas

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, determinou nesta quinta-feira (22) que a Meta apresente em 24 horas um relatório técnico sobre o canal Exército do Lula, no WhatsApp. A decisão atende a um pedido da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) e acontece a três dias do segundo turno.

A ordem exige uma manifestação com relatório técnico detalhado. O documento precisa trazer metodologia, critérios, resultados e limitações do levantamento feito pela empresa.

Nunes Marques também determinou que a Meta comprove que cumpre o Plano de Conformidade apresentado à Justiça Eleitoral. A empresa deve preservar todos os registros de dados do canal.

O que Nunes Marques quer saber sobre o canal Exército do Lula

O ministro argumentou que precisava de mais detalhes técnicos antes de analisar o pedido. Por isso, deu 24 horas para a Meta elaborar o relatório.

Depois disso, o Ministério Público terá mais 24 horas para opinar. Só então o caso volta ao gabinete de Nunes Marques, que decide se toma alguma medida.

A decisão enumera uma lista extensa de informações pedidas à empresa. Entre elas, dados sobre o funcionamento do canal, alcance das mensagens e mecanismos de verificação usados pela plataforma.

A acusação da campanha de Flávio Bolsonaro

A campanha de Flávio apresentou o pedido na terça-feira (20). Os advogados alegam que o canal Exército do Lula estaria sendo usado para coordenar buscas em massa de termos contrários ao candidato.

Segundo a campanha, o canal estimularia pesquisas por expressões como “Flávio miliciano”, “Flávio Ana Clara” e “Flávio Comando Vermelho”. Essas buscas supostamente direcionariam usuários a notícias desfavoráveis ao senador.

A suspeita é de uso coordenado da ferramenta para influenciar as tendências de busca nas redes sociais. A Meta ainda não se manifestou publicamente sobre o teor do pedido.

O histórico do canal na Justiça Eleitoral

No dia 11 de outubro, Nunes Marques tirou o canal Exército do Lula do ar. O ministro apontou suspeita de disseminação de notícias falsas sobre Flávio Bolsonaro.

Horas depois, uma liminar do corregedor eleitoral reverteu a decisão. No dia seguinte, o presidente do TSE mandou a área técnica do tribunal analisar a existência das informações falsas.

O ministro voltou a derrubar o canal e condicionou o retorno ao registro como veículo de propaganda eleitoral. A campanha petista cumpriu a exigência e o canal ficou 48 horas fora do ar.

O episódio se soma a outras decisões recentes do tribunal sobre plataformas digitais. Em outubro, o TSE já havia cobrado da Meta explicações sobre restrições impostas à campanha de Lula.

Como funciona uma ação coordenada de buscas

A coordenação de buscas funciona como um esforço coletivo para empurrar um termo ao topo das sugestões de pesquisa. Quando muitos usuários pesquisam a mesma expressão em pouco tempo, o algoritmo entende que o assunto ganhou relevância e passa a exibi-lo com mais frequência.

Esse movimento influencia a lista de termos relacionados a um nome. Na prática, quem pesquisa “Flávio Bolsonaro” pode receber sugestões com as expressões citadas pela campanha do senador.

Para os investigadores, o desafio é separar mobilização espontânea de ação paga ou automatizada. Especialistas apontam que a prática raramente aparece de forma isolada nas plataformas.

O caso também envolve as obrigações de conformidade das plataformas. A Justiça Eleitoral cobra das empresas relatórios sobre o que circula em período de campanha, e as respostas alimentam as decisões dos ministros.

O que é o canal Exército do Lula

Os canais do WhatsApp funcionam como transmissões de mão única. O administrador envia conteúdo a todos os inscritos, sem espaço para resposta ou debate público.

A ferramenta ganhou peso nas campanhas porque entrega a mensagem direto no celular do eleitor, sem depender de feed ou algoritmo. Por isso, virou alvo de disputa judicial quando o conteúdo em circulação é questionado.

A Justiça Eleitoral exige que veículos de propaganda em plataformas digitais se registrem e sigam regras de transparência. Foi essa exigência que condicionou o retorno do canal ao ar depois da primeira derrubada.

O que acontece agora

Com o relatório em mãos, o ministro pode arquivar o pedido ou determinar novas medidas. A decisão sai em um ritmo apertado, porque a votação do segundo turno ocorre no domingo (25).

Uma eventual punição à plataforma pode incluir multa ou remoção de conteúdo. O tribunal já aplicou esse tipo de sanção em disputas anteriores.

Para as campanhas, o caso virou peça de disputa a poucos dias da votação. Cada lado usa a decisão para reforçar sua narrativa sobre o uso das redes.

O prazo de 24 horas coloca a decisão em uma janela curta. Se a Meta não entregar o relatório no tempo determinado, o tribunal pode aplicar multa diária, como já fez em outros processos sobre plataformas.

Do lado técnico, a discussão gira em torno de como medir coordenação de buscas. Especialistas apontam que a prática é difícil de comprovar e raramente aparece de forma isolada.

Com informações de Veja

RedeBrasil

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