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‘Um dos momentos mais difíceis da história do MDB’, diz João Correia sobre ficar entre Mailza e Alan

‘Um dos momentos mais difíceis da história do MDB’, diz João Correia sobre ficar entre Mailza e Alan

‘Um dos momentos mais difíceis da história do MDB’, diz João Correia sobre ficar entre Mailza e Alan

A poucos meses das convenções partidárias, o MDB do Acre enfrenta uma das decisões mais delicadas de sua trajetória recente: permanecer na base da governadora Mailza Assis (PP) ou migrar para o grupo do senador Alan Rick (Republicanos). Para o ex-deputado federal João Correia, uma das lideranças mais antigas da sigla, o partido vive “um dos momentos mais difíceis” de sua história.

Em entrevista ao ContilNet, João confirmou que a executiva do MDB se reuniu nesta sexta-feira (12) para discutir os próximos passos da legenda e admitiu que o ambiente interno é de divisão.

“Estamos vivendo um dos momentos mais difíceis que eu, que nasci nesse partido e vivi nele a vida inteira, já vi”, afirmou.

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Segundo ele, a principal preocupação do MDB neste momento é encontrar um caminho que provoque menos prejuízos políticos à legenda.

João Correia é uma das figuras mais importantes do MDB/Foto: Fagner Delgado/ContilNet

“Eu não sou nem Alan, nem Mailza. Eu sou MDB. O que quero saber é qual opção causa menos danos para o partido”, disse.

A declaração ocorre em meio às discussões sobre a permanência ou não do MDB na base governista. Como revelou o ContilNet, a relação entre a sigla e o governo estadual ainda está longe de uma definição. Integrantes do partido avaliam, inclusive, a possibilidade de apoiar a candidatura de Alan Rick ao Palácio Rio Branco.

João Correia afirmou que algumas demandas do partido ainda não avançaram na relação com o governo.

“Nós nunca fechamos as portas para o Alan. Vamos ver com o governo, porque algumas questões não estão sendo cumpridas de forma geral”, declarou anteriormente ao ContilNet.

Partido dividido

Questionado sobre qual grupo teria mais força internamente, João evitou apontar vencedores e descreveu um cenário de indefinição.

“A executiva está nessa ebulição”, resumiu.

Para ele, a dificuldade maior é encontrar uma decisão capaz de unificar a maioria dos emedebistas.

“Esse grande problema é fazer uma escolha que congregue a maioria do partido”, afirmou.

O dirigente citou ainda situações internas que tornam a equação mais complexa, como a posição do ex-prefeito de Rio Branco Marcus Alexandre, uma das principais lideranças da legenda na capital.

Apesar das divergências, João destacou que o MDB obteve uma vitória importante ao conseguir estruturar uma chapa competitiva para deputado federal. Agora, segundo ele, o desafio é garantir a sobrevivência e o crescimento do partido em um cenário de polarização entre os dois principais pré-candidatos ao governo do Acre.

Com as convenções se aproximando, a definição do caminho do MDB pode influenciar diretamente a formação das alianças para as eleições de 2026 no estado.

Conteúdo Original / Fonte: Everton Damasceno e Matheus Mello, ContilNet

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