Uma derrota compreensível do Athletico no Allianz Parque
Com exceção do Flamengo, nenhum outro time jogou ou jogará no Allianz Parque contra o Palmeiras da forma como o Athletico foi instruído a jogar neste domingo: com uma formação defensiva, aguardando uma oportunidade para tentar marcar, como aconteceu com Viveros.
Mesmo assim, o Palmeiras não deu trégua. Jadson, Luiz Gustavo, Dudu, Portilla e Mendoza montaram uma defesa sólida contra Aguirre, Terán e Arthur Dias, enfrentando os talentos de Andreas Pereira, Flaco López e Jhon Arias.
Não foi uma escolha do técnico, Odair Hellmann. Foi o domínio psicológico que o Palmeiras exerce sobre o Allianz Parque. O Athletico, sem querer, acabou se limitando à defesa no primeiro tempo.
Mesmo com o controle da posse de bola e do campo, o Palmeiras não conseguiu marcar de forma convencional no futebol atual. O gol veio de uma bola parada, com um cruzamento que encontrou o zagueiro Gustavo Gómez, que subiu sozinho e cabeceou para vencer o goleiro Santos aos 15 minutos. Luiz Gustavo e Arthur Dias poderiam ter subido, mas permaneceram estáticos.
Com a expulsão de Murilo logo aos dois minutos, o Athletico se viu obrigado a atacar. No entanto, a diferença técnica entre os times ficou evidente. O Furacão teve mais posse de bola e controle do jogo, porém faltou-lhe a qualidade individual para superar a defesa do Palmeiras, a menos vazada do Brasileirão.
Para tentar equilibrar o jogo, o Palmeiras fez substituições táticas enquanto o Athletico apostava em jogadores como Leozinho e Renan Peixoto, mas as últimas esperanças rubro-negras se dissiparam.
O futebol, por vezes, surpreende. Apesar das diferenças evidentes, o resultado da partida (Palmeiras 1×0) foi influenciado pela arbitragem. O árbitro marcou um pênalti após um choque entre Benedetti e Viveros na área, porém, após revisão do VAR, a decisão foi revertida.
Considerando as circunstâncias, a derrota do Furacão foi compreensível, ainda mais levando em conta o contexto da partida.



