Entregador viraliza ao comparar tratamento de clientes no Rio e em SP: “Já ficam na porta aguardando”
Um vídeo publicado por um entregador de aplicativo reacendeu o debate sobre o tratamento dado a profissionais de delivery — e a rivalidade entre paulistanos e cariocas. Nas imagens, João Victor de Sousa, de 25 anos, mostra a diferença de comportamento dos clientes em São Paulo e no Rio de Janeiro.

O vídeo, publicado há um dia, já soma mais de 1 milhão de visualizações, 8,9 mil comentários e mais de 1,8 mil compartilhamentos. João Victor, que também produz conteúdo de motovlog, tem 280 mil seguidores no Instagram, no perfil “110i_joao”.
“Em todas as entregas que eu fiz em São Paulo o cliente já estava na porta me aguardando. No Rio, de 50 entregas que eu faço, 20 arrumam confusão, porque querem que eu suba até o apartamento. Em São Paulo é o contrário, fui super bem tratado por todos os clientes e por todos os donos de loja também. As pessoas são muito mais educadas”, afirmou o entregador.
Clientes paulistanos mais educados
Na primeira parte do vídeo, gravada no Rio, João Victor aparece em situações de conflito com moradores, que discutem pelo interfone, alegando que não querem descer para buscar as encomendas. Em um dos trechos, uma cliente afirma que, segundo a propaganda do aplicativo, a entrega deveria ser feita “em casa”.
Já nas imagens feitas em São Paulo, os clientes aparecem aguardando os pedidos no portão ou na calçada. Eles conferem o código de validação e encerram o atendimento com cumprimentos e agradecimentos.
“É sobre o cliente descer e não reclamar com o motoboy”, explicou João Victor em resposta a um dos comentários na publicação, ressaltando que a comparação não tinha como objetivo classificar quem é mais ou menos educado.
Normas das plataformas de delivery
As plataformas de entrega estabelecem orientações claras sobre o local em que os pedidos devem ser entregues. No iFood, a orientação oficial é que o entregador não precisa subir até a unidade nem entrar em condomínios. O pedido deve ser deixado no primeiro ponto de acesso do endereço informado no aplicativo. O cliente tem até 10 minutos para retirá-lo.
“A obrigação do entregador é entregar no primeiro ponto de contato que existe na residência da pessoa. Se for no condomínio, esse ponto é a portaria. Essa é a recomendação dada para os entregadores e a comunicação passada para os consumidores”, explicou Diego Barreto, CEO do iFood.
O entregador afirma que, quando o cliente se nega a descer para receber o pedido, ele aciona o suporte da plataforma, que o protege de penalidades. “Às vezes, tenho que voltar para a loja e devolver o pedido e às vezes eu fico com o pedido. Enquanto isso fico protegido pela plataforma, porque ela recomenda que a entrega seja feita no primeiro ponto de encontro”, contou.
Segurança e agilidade
A empresa afirma ainda que descer para receber o pedido traz mais segurança para clientes e entregadores e agiliza o serviço. A 99 Food, por sua vez, estabelece o mesmo prazo de até 10 minutos no local quando há dificuldade para localizar o cliente. A Keeta reforçou que “os entregadores parceiros da plataforma não são obrigados a subir até a porta do apartamento do cliente”.
João Victor guarda uma situação de gentileza vivida em Niterói, entre as muitas experiências do dia a dia. “Eu já recebi uma sobremesa de uma cliente. Ela pediu três açaís: deu um para mim, um para o porteiro e um ficou para ela. Era um dia de muito calor, ela foi muito gentil”, completa.
Para ele, a diferença no comportamento faz diferença na rotina exaustiva de trabalho. A publicação gerou milhares de comentários de usuários que relataram experiências pessoais, com opiniões divididas entre os que defendem a educação paulistana e os que apontam que “gente sem educação tem em todo lugar”.
Com informações do G1
RedeBrasil




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