Rybakina é bicampeã em Ningbo e mira o nº 1 do ano
A cazaque Elena Rybakina conquistou o bicampeonato do WTA 500 de Ningbo, na China, neste domingo. A líder do ranking derrotou a canadense Leylah Fernandez por duplo 6/2, em 1h16, e levantou o quarto troféu da temporada. Com o resultado, a tenista de 27 anos deu mais um passo para terminar 2026 como número 1 do mundo.
Rybakina domina a final em Ningbo
A cazaque impôs o ritmo desde o início da partida. Ela explorou o saque da canadense, obteve duas quebras e fechou o primeiro set em 6/2. Fernandez tentou equilibrar o confronto, mas desperdiçou dois break-points no quarto game do segundo set.
Rybakina manteve o controle e produziu 25 winners. A diferença apareceu na eficiência do serviço. A campeã venceu 73% dos pontos com o primeiro saque e 56% com o segundo, contra 59% e 39% da adversária.
Fernandez, de 24 anos, buscava o segundo título na temporada. Ela disputou a décima final da carreira e segue com seis troféus na galeria. Com o vice, receberá 325 pontos no ranking e US$ 114,5 mil em premiação.
Quarto título e campanha histórica em 2026
O título em Ningbo é o 15º da carreira de Rybakina e o sétimo em torneios WTA 500. Ela se tornou a primeira jogadora a vencer duas edições consecutivas do torneio chinês. Pela campanha, recebe US$ 185,5 mil.
Em 2026, a cazaque conquistou dois Grand Slams, no Aberto da Austrália e no US Open. Além disso, alcançou o topo da WTA pela primeira vez e soma quatro troféus, superando a melhor marca anterior, de três conquistas em 2024 e 2025.
Neste ano, ela já acumula 53 vitórias no circuito. O número faz dela a jogadora com mais triunfos e troféus levantados na temporada.
Número 1 do ano pode sair em Tóquio
O título em Ningbo reforçou a liderança de Rybakina no ranking da temporada. Ela soma agora 1.442 pontos a mais que Aryna Sabalenka, segunda colocada. A bielorrussa não tem torneios programados antes do WTA Finals.
Na próxima semana, a cazaque joga o WTA 500 de Tóquio como cabeça de chave número 1. Uma vitória nas oitavas lhe renderia 60 pontos e elevaria a vantagem para 1.502. A diferença superaria os 1.500 pontos máximos que uma jogadora pode somar no WTA Finals com campanha invicta.
A primeira adversária em Tóquio sairá do confronto entre a cazaque Yulia Putintseva e a grega Maria Sakkari. Rybakina leva ampla vantagem no retrospecto contra Sakkari, com cinco vitórias em seis encontros.
Outros títulos do domingo no circuito
O dia também definiu outros campeões. Em Almaty, no Cazaquistão, o russo Daniil Medvedev conquistou o bicampeonato do ATP 250. Ele virou sobre Nikoloz Basilashvili por 2 sets a 1, com parciais de 6/7 (8/6), 6/1 e 6/3, em 1h56 de partida.
Foi a primeira vez que Medvedev defendeu um título na carreira. O russo, número cinco do mundo, chegou ao 25º troféu e ao quarto na temporada. Basilashvili, 128º do ranking, veio do qualifying e volta ao top 100.
Em Osaka, no Japão, a tcheca Katerina Siniakova venceu Ashlyn Krueger e voltou a conquistar um título de simples depois de três anos. Já em Ningbo, a vitória de Rybakina confirmou o favoritismo da líder do ranking.
A corrida pelo topo da temporada
O ranking da temporada considera apenas os resultados do ano. Por isso, a briga pelo primeiro lugar não depende do ranking de entradas. Rybakina soma 53 vitórias e quatro títulos, números que nenhuma outra jogadora alcançou em 2026.
A campanha em Ningbo coroa um ano de afirmação. Rybakina venceu o Aberto da Austrália no início da temporada e repetiu o feito no US Open. Com os dois Grand Slams, ela assumiu a liderança do ranking e passou a ser apontada como favorita ao posto de melhor do ano.
A vantagem também muda o cenário para Sabalenka. A bielorrussa precisa de uma campanha praticamente perfeita no WTA Finals para retomar a ponta. Sem torneios antes da competição, ela vê Rybakina ampliar a distância rodada a rodada.
A tenista de 27 anos vive a melhor fase da carreira. Ela chegou ao topo da WTA em 2026 e agora defende a liderança até o fim da temporada.
O que esperar daqui para frente
Se confirmar a vantagem no Japão, Rybakina fecha o ano no topo sem depender do resultado do WTA Finals. A temporada já é a melhor da carreira dela, com dois Grand Slams e a chegada ao primeiro lugar. Enquanto isso, a disputa pela segunda posição segue aberta até o último torneio do ano.
Com informações de TenisBrasil. Leia também: Rybakina avança em Ningbo após desistência de rival e Medvedev e Tsitsipas vão à semifinal em Almaty.
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