Lula na Avenida Paulista: ato final toma 14 quarteirões
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi à Avenida Paulista na tarde deste sábado, 24, no último ato de campanha antes do segundo turno, marcado para domingo, 25. A caminhada ocupou cerca de 14 dos 18 quarteirões da via, segundo a GloboNews. Manifestantes começaram a se concentrar em frente ao MASP a partir das 13h30.
O que aconteceu na Avenida Paulista
Por volta das 15h30, os ex-ministros Fernando Haddad (PT), Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) chegaram à Paulista. Lula desembarcou pouco antes das 16h, acompanhado da primeira-dama Rosangela da Silva, a Janja, do vice Geraldo Alckmin (PSB), do ministro Guilherme Boulos (PSOL) e de Márcio França (PSB).
Imagens aéreas mostraram a avenida tomada entre a Rua da Consolação e a Avenida Treze de Maio. A Paulista tem 2,8 quilômetros de extensão. O ato fechou a principal via da capital paulista na véspera da votação.
Do Rio para São Paulo no mesmo dia
Lula começou o dia na Avenida Atlântica, na orla de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. A concentração carioca começou às 9h. O candidato chegou por volta das 11h15 e subiu no veículo às 11h40.
No Rio, o presidente estava acompanhado da deputada Benedita da Silva (PT), do ex-prefeito Eduardo Paes (PSD), do atual prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) e do prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT). “Eu tenho que agradecer ao povo brasileiro, pois o que ele fez neste 2º turno não estava escrito em nenhuma página da nossa sociologia”, disse Lula na orla.
Enquanto isso, o adversário Flávio Bolsonaro (PL) iniciou os últimos atos em Belo Horizonte e depois reuniu apoiadores na Barra da Tijuca, também no Rio de Janeiro.
O que Lula disse aos apoiadores
Na Paulista, o presidente celebrou a mobilização dos eleitores e apostou em vitória nas urnas. “Há muitos anos, mesmo os mais velhos, que fazem campanha política, não tinham visto uma mobilização da sociedade como vimos nesse segundo turno”, afirmou.
Lula citou ainda a organização popular nos municípios. “Hoje em todos os municípios do Amazonas teve mobilização. É o povo que está organizando, e não partidos”, declarou. Sobre o resultado, foi direto: “Estou convencido que vamos ganhar as eleições amanhã.”
O presidente também disse que o eleitor quer mudança estrutural e rejeita retrocesso. A fala repete o tom dos últimos compromissos de campanha, que apostam na comparação entre os dois campos.
O peso do ato na Grande São Paulo
A escolha da Paulista para o encerramento tem efeito prático. A avenida concentra a maior circulação de pedestres da capital e fica no meio do maior colégio eleitoral do país. O estado de São Paulo reúne o maior número de eleitores do Brasil, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
O ato também ocorreu no mesmo dia em que as pesquisas eleitorais da véspera apontaram disputa apertada entre os dois candidatos. Os levantamentos divulgados na sexta e no sábado foram os últimos antes da votação.
O que esperar do domingo
As urnas abrem às 8h e fecham às 17h no horário de Brasília. A apuração começa logo após o fechamento, com os primeiros números vindos dos estados menores. Quem estiver na fila às 17h ainda pode votar, conforme as regras do Tribunal Superior Eleitoral.
Na capital paulista, o efetivo de segurança foi reforçado nos locais de votação. A previsão é de chuva ao longo do dia, o que pode reduzir o ritmo de comparecimento nas primeiras horas.
Como a Paulista recebeu o ato
A caminhada seguiu o trajeto tradicional dos atos na região: concentração no MASP, subida em direção à Consolação e dispersão perto da Treze de Maio. O trecho tem calçadas largas, seis faixas por sentido e estações de metrô em cada ponta, o que ajuda a explicar a escolha do local para o encerramento.
Por ser a principal avenida da cidade, a Paulista costuma receber tanto atos de campanha quanto manifestações de rua. Neste sábado, o fluxo de veículos foi desviado para as ruas paralelas ao longo de toda a tarde, e o comércio da região funcionou com portas fechadas em parte dos quarteirões.
O local também tem simbolismo político. A avenida foi palco de manifestações dos dois campos ao longo de 2026 e aparece com frequência nos discursos de encerramento de campanha de todos os candidatos.
O que diz a regra eleitoral
A legislação permite atos de campanha até a véspera da votação. No dia do pleito, a propaganda de boca de urna é proibida, e o eleitor pode ser multado se fizer campanha perto do local de votação.
O transporte público funciona com esquema especial no domingo, com reforço de linhas para os principais corredores. A recomendação do Tribunal Superior Eleitoral é levar o título ou um documento com foto e chegar cedo, porque o voto é obrigatório para quem tem entre 18 e 70 anos.
Com informações de Veja e GloboNews.
RedeBrasil



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