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Corpos ensacados em SP: polícia investiga série de casos

Corpos ensacados em SP: polícia investiga série de casos

Corpos ensacados em SP: polícia investiga série de casos

Cinco corpos foram encontrados dentro de sacos plásticos na cidade de São Paulo em menos de um mês. Os casos de corpos ensacados em SP começaram em setembro e colocaram bairros das zonas sul, norte e leste no centro das investigações. Nas redes sociais, internautas passaram a apontar semelhanças entre as ocorrências e a cogitar a ação de um suposto assassino em série na capital. A polícia afirma que ainda é cedo para ligar um caso ao outro.

A repetição do mesmo tipo de saco plástico e o uso de cordas em volta dos corpos alimentaram o debate público ao longo da última semana. Não há, até agora, confirmação oficial de que os crimes tenham relação entre si. (Foto: Reprodução / Leia SP)

Onde os corpos foram encontrados

O primeiro caso ocorreu na manhã de 5 de setembro. Garis faziam a limpeza na rua Contos Gauchescos, no Jabaquara, zona sul, quando localizaram um corpo dentro de um saco plástico preto, amarrado com cordas.

Cinco dias depois, em 10 de setembro, outras duas ocorrências foram registradas com menos de 24 horas de diferença. Nos dois casos, os corpos estavam enrolados em cobertores e em sacos plásticos.

Um deles foi deixado em um terreno baldio na rua Zenichi Sato, no bairro Colônia. O outro apareceu na rua Osmano Ungaretti, na Vila Chuca. A distância entre os dois pontos é de menos de três quilômetros.

O quarto corpo, esquartejado e dividido em sacolas, foi localizado no Jaçanã, zona norte, em uma área de difícil acesso. Internautas tratam esse caso como o ponto fora do padrão.

O quinto corpo também estava amarrado e dentro de um saco plástico. Os restos foram achados no Parque Ecológico do Tietê, próximo ao Córrego do Cabuçu, na zona leste.

O que diz a polícia sobre os casos de corpos ensacados em SP

As investigações seguem sob responsabilidade de distritos diferentes da capital. Cada ocorrência tem inquérito próprio, e a Polícia Civil afirma que ainda é cedo para estabelecer qualquer ligação entre elas.

Peritos analisam se existe um mesmo modo de agir nos crimes. Até o momento, nenhuma conclusão técnica foi divulgada pelos órgãos de segurança pública.

A orientação oficial é que moradores evitem conclusões antecipadas. As autoridades também pedem que imagens de perícia não sejam compartilhadas sem checagem.

O que internautas veem como padrão

Vídeos e prints de boletins de ocorrência acumulam milhares de visualizações nas redes. Usuários destacam o uso de sacos plásticos, as cordas em volta dos corpos e a escolha de terrenos vazios ou de pouco movimento.

Também há quem aponte divergências entre os casos. O quarto corpo, esquartejado, é citado como o exemplo que não se encaixa na suposta sequência.

Especialistas em segurança ouvidos por veículos locais lembram que séries criminais raramente se confirmam a partir de coincidências geográficas. Segundo eles, a análise de vestígios e a comparação de laudos são o caminho para sustentar qualquer tese.

O que a perícia costuma analisar

A necropsia é o primeiro passo em casos desse tipo. O exame aponta a causa da morte e estima o intervalo entre o óbito e a descoberta do corpo.

Depois entram as imagens de câmeras de segurança do trajeto e das proximidades. A comparação de vestígios entre inquéritos diferentes só ocorre quando há indício concreto de conexão.

Sem esse cruzamento, cada caso permanece isolado nos registros oficiais. É o que explica a cautela da polícia diante da hipótese levantada nas redes.

A divulgação de cada ocorrência em separado reforça a leitura de que a polícia ainda não trabalha com uma linha única de investigação. Isso não descarta a conexão entre os casos, mas mostra que ela depende de prova técnica, e não de coincidência de bairro ou de horário.

Como a região acompanha o caso

Moradores de bairros como Jabaquara, Jaçanã e Parque Ecológico do Tietê relatam aumento de rondas e de viaturas em horários noturnos. Em grupos de vizinhos, a recomendação é evitar ruas sem iluminação.

A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo não divulgou números consolidados sobre esse tipo de ocorrência na capital. O órgão também não comentou a hipótese levantada nas redes sociais.

Casos de grande repercussão costumam mobilizar equipes de investigação por semanas. Em episódios anteriores, como o crime que envolveu dois irmãos na zona leste, a apuração levou dias até a primeira conclusão oficial.

O que esperar daqui para frente

A tendência é que os laudos do Instituto Médico Legal e os relatórios de perícia saiam nas próximas semanas. Até lá, os cinco casos continuam tratados como ocorrências separadas.

Se a Polícia Civil identificar um padrão, o trabalho passa a ser conduzido de forma conjunta. Nesse cenário, o caso deixa de ser uma hipótese de internet e entra nos registros oficiais como investigação unificada.

Quem tiver informações pode acionar o Disque Denúncia pelo número 181. A ligação é gratuita, anônima e funciona 24 horas por dia.

Com informações de Leia SP.

RedeBrasil

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