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Durigan vira voz de Lula contra Flávio na economia e endurece críticas ao bolsonarismo

Durigan vira voz de Lula contra Flávio na economia e endurece críticas ao bolsonarismo

Durigan vira voz de Lula contra Flávio na economia e endurece críticas ao bolsonarismo

Dario Durigan. Imagem: reprodução

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, ampliou nos últimos dias as críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro. À frente da política econômica do governo Lula, Durigan passou a atuar também como um dos principais porta-vozes do Planalto no embate eleitoral sobre economia.

Na última semana, o ministro chamou de “balela” uma proposta discutida pela equipe econômica de Flávio para controlar os gastos públicos. A coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, levantou a possibilidade de criação de um conselho fiscal, embora a ideia não conste no plano de governo. “Como que se propõe isso, se no fundo a gente está vendo todo dia ataque aos outros Poderes, desrespeito institucional? Isso é balela, isso não é crível”, afirmou Durigan à CBN.

O ministro também vinculou parte da atual pressão inflacionária à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, conflito que, segundo ele, teve apoio do bolsonarismo. “Não é o governo que gasta, é a guerra feita pelo governo dos Estados Unidos no Irã, apoiada pelo bolsonarismo, que está trazendo aumento de preço no país”, declarou.

O IPCA acumula alta de 4,44% em 12 meses até julho, segundo o IBGE. Durigan relaciona parte desse movimento à valorização do petróleo durante o conflito. Antes da guerra, iniciada em 28 de fevereiro, o barril do Brent era negociado próximo de US$ 70, chegou a US$ 120 durante os ataques e estava em US$ 94,17 na sexta-feira.

Outra frente de ataque do ministro é a regulação econômica do governo Bolsonaro. Durigan afirmou que houve uma “anarquia regulatória” especialmente nos setores de fintechs e empresas de apostas. “A gente vê o quanto essa anarquia regulatória promovida pelo governo anterior e Banco Central anterior causou no país”, disse, citando os casos Banco Master, Reag e a Operação Carbono Oculto.

A operação, deflagrada em agosto do ano passado pela Receita Federal, Ministério Público de São Paulo e Polícia Federal, investigou um esquema bilionário de lavagem de dinheiro e sonegação fiscal ligado ao PCC, com participação de fintechs. No atual governo, Durigan também conduziu medidas de maior controle sobre empresas de apostas e participou da implementação do Novo Desenrola Brasil.

Durigan completou cinco meses à frente do Ministério da Fazenda na quinta-feira (20/8). Ele assumiu o cargo após a saída de Fernando Haddad, candidato ao governo de São Paulo, e era secretário-executivo da pasta. Formado em Direito pela USP, mestre pela UnB e servidor da Advocacia-Geral da União, é visto no mercado e no Congresso como um nome de continuidade da política econômica do governo Lula.

Ao mesmo tempo, o governo enfrenta críticas pelo quadro fiscal. A dívida bruta chegou a 81,9% do PIB, segundo o Banco Central, enquanto o déficit primário de 2025 foi de R$ 61,7 bilhões. Para 2026, a meta é de superávit de 0,25% do PIB, equivalente a R$ 34,2 bilhões, com margem que permite considerar a meta cumprida mesmo com equilíbrio fiscal. As projeções são de superávit de 0,50% do PIB em 2027 e 1% em 2028.

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