Governo de São Paulo critica continuidade da greve nas linhas 11, 12 e 13 da CPTM
Governo de São Paulo critica prolongamento da paralisação nas linhas 11, 12 e 13 da CPTM
A gestão estadual declarou que a greve está prejudicando quase 1 milhão de passageiros e refuta a alegação de demissões decorrentes das concessões
O Governo do Estado de São Paulo emitiu uma nota oficial expressando sua oposição à continuidade da greve dos funcionários das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos). Segundo o comunicado, a paralisação tem causado impactos significativos na mobilidade urbana da capital, Guarulhos e Região Metropolitana de São Paulo, prejudicando aproximadamente 1 milhão de passageiros.
A administração estadual classificou a persistência do movimento como injustificável e afirmou que a decisão do sindicato tem gerado transtornos em diversas áreas da região metropolitana.
Conforme o governo, a paralisação resultou na suspensão do rodízio municipal de veículos na capital paulista e em cerca de 720 quilômetros de congestionamento durante a manhã. A nota também ressalta que a situação tem dificultado o deslocamento de trabalhadores, estudantes e pessoas que dependem do transporte público para acessar serviços essenciais.
Governo nega demissões
Outro ponto abordado no comunicado é a situação dos colaboradores das linhas concedidas à iniciativa privada. O governo assegura que não houve demissões relacionadas ao processo de concessão e informa que, dos 4.648 trabalhadores ligados à CPTM em junho de 2026, 2.171 permanecem na Linha 10-Turquesa.
De acordo com a gestão estadual, os demais funcionários estão sendo realocados para órgãos como o Metrô, a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) e a Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo).
No comunicado, o governo também alega que a mobilização tem motivação política e acusa o sindicato de defender a reestatização dos serviços concedidos. A administração estadual ainda argumenta que houve descumprimento de uma decisão do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), que havia determinado a manutenção de 80% do efetivo nos horários de maior movimento. De acordo com o governo, a CPTM operou com 53% dos funcionários durante o período noturno.
Plano de contingência
O governo estadual informou que a CPTM e o Metrô continuarão adotando medidas emergenciais para minimizar os impactos da paralisação. O comunicado também destaca que o governo pretende adotar medidas administrativas e judiciais para assegurar a continuidade do serviço e responsabilizar eventuais envolvidos no descumprimento das determinações judiciais. A próxima assembleia dos trabalhadores está marcada para esta quarta-feira (5).


