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Hub logístico da Unilever em SP recebe R$ 145 milhões

Hub logístico da Unilever em SP recebe R$ 145 milhões

Hub logístico da Unilever em SP recebe R$ 145 milhões

A Unilever concluiu um investimento de R$ 145 milhões em logística no Brasil. O maior aporte foi o hub logístico automatizado de Itupeva, no interior de São Paulo, a cerca de 70 quilômetros da capital. O projeto levou 18 meses e ampliou em cerca de 40% a capacidade de distribuição da companhia no país, segundo a Bloomberg Línea.

Como funciona o hub logístico da Unilever

A estrutura funciona como um pulmão da operação. Ela concentra produtos acabados de alto giro e abastece exclusivamente os oito centros de distribuição (CDs) do grupo no Brasil. O hub responde por 25% a 30% da operação desses centros.

Dentro do galpão, robôs movimentam os paletes entre as áreas de armazenagem e expedição. Não há manuseio de operadores nem uso de empilhadeiras nessas etapas. O descarregamento também é automático, o que reduz o tempo de permanência dos caminhões nas fábricas.

O projeto foi desenvolvido em parceria com uma empresa da China. É o primeiro centro de distribuição totalmente automatizado da Unilever no Brasil, instalado em um ponto com acesso fácil a grandes rodovias.

Segundo a companhia, o espaço recebe produtos das fábricas de Valinhos, Vinhedo e Aguaí, todas no interior paulista, para distribuição nacional.

A escolha do local não é casual. Itupeva fica no eixo logístico do interior paulista, próximo a rodovias que ligam São Paulo ao restante do país. A Unilever é uma multinacional britânica de bens de consumo, presente em cerca de 190 países, e o Brasil é um de seus mercados mais importantes.

Automação dobra capacidade e corta tempo de carga

Quando anunciou o plano, em 2025, a Unilever informou que a tecnologia do hub permitiria dobrar a capacidade de armazenamento na mesma área. A empresa também projetou uma redução de 62% no tempo de carga e descarga.

O pacote incluía a construção de dois novos centros de distribuição e a modernização das unidades já existentes. A meta era passar de sete para nove centros logísticos, com 280 mil posições-paletes, como mostrou o Times Brasil.

O investimento não se limitou ao hub. O valor de R$ 145 milhões também cobriu um novo centro de distribuição e melhorias nos demais CDs do grupo, em São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Pernambuco.

A automação também muda a rotina dentro do galpão. O sistema de robôs elimina o manuseio de paletes e reduz a dependência de empilhadeiras, o que encurta o tempo de permanência dos caminhões e libera a equipe para tarefas de controle e abastecimento.

Inteligência artificial na previsão de demanda

Além dos robôs, a Unilever passou a usar inteligência artificial para prever a demanda. Antes, as projeções eram feitas em intervalos maiores e exigiam equipes dedicadas. Agora, a companhia acompanha a operação diariamente.

“Tem sido uma grande curva de aprendizado. Essa inteligência gera uma quantidade de dados importante”, afirmou o vice-presidente de operações da Unilever Brasil, Alexandre Camiloti.

Segundo ele, o avanço do comércio eletrônico mudou a forma de planejar. “Hoje, precisamos tomar decisões mais rápidas. Isso muda a forma com que nós planejamos e reagimos às demandas, nos permitindo oferecer um serviço muito melhor e mais ágil”, disse o executivo.

Brasil é o terceiro maior mercado da Unilever

O executivo afirma que o projeto nasceu do potencial de crescimento do país. Hoje, o Brasil é o terceiro maior mercado da Unilever no mundo, segundo a própria companhia.

“Ganhamos em produtividade, serviço e disponibilidade”, resumiu Camiloti. Na visão dele, a logística é o coração da operação para que ela seja rentável.

Em 2025, o presidente da Unilever Brasil, Andrés González, já dizia que o país era um dos mercados prioritários do grupo. Segundo ele, o investimento reforçava o compromisso da empresa com eficiência e inovação.

Modelo pode chegar à América Latina

Com o amadurecimento do projeto, a Unilever estuda replicar o modelo em outros países da América Latina, como Argentina e México. A ideia é exportar os aprendizados da operação brasileira e adaptá-los a mercados vizinhos.

A automação logística virou prioridade para as grandes empresas de bens de consumo. O motivo é a pressão por entregas mais rápidas e por custos menores. Outra companhia do setor, a JSL, também aposta na logística para crescer com rentabilidade.

O movimento acompanha uma tendência. As indústrias buscam reduzir custos logísticos e acelerar entregas em um mercado cada vez mais competitivo, no qual o comércio eletrônico pressiona os prazos.

O que observar daqui para frente

O desempenho do hub de Itupeva servirá de teste para a estratégia global da Unilever. Se os resultados se confirmarem no dia a dia, o Brasil deixará de ser apenas um mercado consumidor e passará a ditar o padrão logístico do grupo na América Latina.

Para o setor, o projeto sinaliza uma tendência. A combinação de robôs, automação de pátio e inteligência artificial tende a se espalhar por outras cadeias de distribuição no país, sobretudo as que atendem o comércio eletrônico.

Com informações da Bloomberg Línea e do Times Brasil.

RedeBrasil

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