Justiça autoriza retorno de vereador investigado à Câmara de Ferraz
Justiça autoriza retorno de vereador sob investigação à Câmara de Ferraz
Vereador Ewerton ‘Inha’ de Lissa Souza, de Ferraz de Vasconcelos
Reprodução / Redes Sociais
O vereador Ewerton “Inha” de Lissa Souza (Podemos) recebeu autorização judicial para reassumir o cargo na Câmara de Ferraz de Vasconcelos, após o término do afastamento preventivo de 180 dias determinado durante as investigações da Operação TAC, conduzida pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP). A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (31).
O parlamentar foi afastado após ser apontado como um dos investigados na operação TAC do MPSP, que investiga o desvio de R$ 24 milhões dos cofres públicos de Ferraz de Vasconcelos (leia mais abaixo).
De acordo com a Câmara Municipal, o retorno é imediato, e o vereador esteve presente na primeira sessão ordinária deste semestre, realizada nesta segunda-feira (3), às 17h. Durante o período de afastamento de Inha, nenhum suplente foi convocado.
Segundo o MPSP, com o término do afastamento, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) concordou em substituir a medida por outras cautelas. Caso o vereador não cumpra essas determinações, a prisão preventiva poderá ser decretada.
O g1 questionou o MPSP sobre as medidas cautelares, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
As medidas foram estabelecidas no âmbito do Procedimento Investigatório Criminal (PIC). A investigação continua em andamento, aguardando a análise dos dados dos celulares, computadores e demais dispositivos eletrônicos apreendidos.
Operação TAC
Operação do MP cumpre mandados em Ferraz de Vasconcelos
Segundo investigação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), pelo menos R$ 24 milhões foram desviados dos cofres públicos de Ferraz de Vasconcelos.
O MPSP apontou que o esquema envolve o vice-prefeito de Ferraz de Vasconcelos, Daniel Balke; o secretário da Fazenda, Pedro Paulo Teixeira Júnior; o coordenador executivo da Secretaria do Meio Ambiente, Moacyr Alves de Souza; o vereador Ewerton “Inha” de Lissa Souza; o ex-vereador Flávio “Inha” Batista de Souza; além de servidores e empresários.
Segundo o Ministério Público, servidores, políticos e empresários teriam atuado para firmar dois Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) em troca de propina. De acordo com a investigação, os acordos previam a suspensão de certidões de dívida ativa de uma empresa, relacionadas a infrações ambientais, e a desistência de ações judiciais movidas pelo município.
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