Morre Mulher Banana, ícone trans do funk carioca
A cantora Julyana Barbosa, conhecida pelo público como Mulher Banana, morreu e a notícia provocou comoção no funk carioca. Colegas de profissão confirmaram a perda e usaram as redes sociais para homenagear a artista. A causa da morte não havia sido divulgada até a publicação desta matéria.
Na manhã deste sábado (31), Tati Quebra Barraco publicou uma mensagem emocionada sobre a colega. “Uma grande perda para o mundo do funk! Nossa querida Mulher Banana nos deixou. Descanse em paz! Meus sentimentos à família, aos amigos e a todos os fãs”, escreveu a funkeira.

Quem foi Mulher Banana
Julyana Barbosa ficou conhecida pelo apelido que virou sua marca. A faixa “Mulher Banana” transformou a cantora em um nome lembrado nos anos 2000, quando ela esteve ligada à equipe Furacão 2000. O coletivo carioca foi decisivo para levar o funk do Rio a todo o país.
Naquele período, o gênero ganhava rádios, bailes e programas de TV. A presença de Julyana ajudou a firmar o funk como fenômeno de massa. Por isso, seu nome segue associado a uma fase decisiva da música brasileira.
Ela também era lembrada como “Garota X”, apelido que usava em apresentações. A música que lhe deu o nome artístico continua sendo sua principal assinatura. Em programas de nostalgia, o refrão da faixa costuma ser citado por fãs de diferentes gerações.
A Furacão 2000 e o funk dos anos 2000
A Furacão 2000 surgiu nos bailes do Rio e se tornou um dos principais polos de divulgação do ritmo. Nos anos 2000, as coletâneas da equipe venderam milhões de cópias e levaram nomes do funk para o topo das paradas.
Foi nesse ambiente que Julyana Barbosa ganhou projeção. O funk deixava de ser restrito aos bailes de periferia e passava a ocupar o rádio e a televisão. A trajetória da cantora acompanha esse movimento.
Uma das primeiras mulheres trans do funk
Além da carreira musical, Julyana Barbosa ganhou relevância pela representatividade. Ela é lembrada como uma das primeiras mulheres trans a conquistar espaço no funk carioca. O universo LGBTQIA+ sempre teve voz no funk, mas a visibilidade de artistas trans era ainda mais rara naquela época.
Sua contribuição ultrapassou os palcos. A cantora apareceu em manifestações culturais, entre elas homenagens ligadas ao Carnaval e a desfiles da escola de samba Paraíso do Tuiuti. A agremiação já levou à Sapucaí enredos que discutiram preconceito e diversidade.
Vida fora dos palcos e homenagens
Longe dos holofotes, Julyana mantinha uma rotina dedicada aos animais. Ela cuidava de vários gatos e se envolvia no acolhimento de bichos abandonados. Amigos citam essa dedicação como uma marca pessoal tão forte quanto sua música.
A morte da cantora reacendeu discussões sobre a memória do funk. Fãs e artistas pedem que a contribuição de Mulher Banana seja reconhecida para além do sucesso dos anos 2000. A artista passou a integrar a história de um ritmo que nasceu nas periferias e virou patrimônio cultural do Rio de Janeiro.
Tati Quebra Barraco, que também construiu carreira nos anos 2000, resumiu o sentimento de uma geração. Para ela, a perda atinge não apenas a família, mas todos os que acompanham o funk desde aquela época.
O que esperar daqui para frente
A família ainda não informou detalhes sobre velório e sepultamento. Assim que houver comunicado oficial, novos desdobramentos devem surgir. Enquanto isso, as homenagens seguem nas redes sociais e entre nomes do funk.
Com informações de Contigo!
RedeBrasil



Publicar comentário