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Queda de avião em Orlândia mata empresário do Amazonas

Queda de avião em Orlândia mata empresário do Amazonas

Queda de avião em Orlândia mata empresário do Amazonas

Um avião de pequeno porte caiu logo após decolar do Aeroporto Tangará, em Orlândia, no interior de São Paulo, na tarde de sexta-feira (16). A queda de avião em Orlândia matou o empresário Victor Simões da Silva, acionista do Grupo Simões, e o piloto que comandava a aeronave. Nenhum dos ocupantes sobreviveu.

O acidente aconteceu por volta das 16h49, em uma área aberta próxima à cabeceira da pista. Equipes da Defesa Civil estadual e do Corpo de Bombeiros foram acionadas ao local. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) enviou peritos para analisar os destroços.

Como aconteceu a queda de avião em Orlândia

Segundo a Defesa Civil de São Paulo, o choque provocou pequenas avarias em estruturas ao redor do ponto de queda. A aeronave havia levantado voo minutos antes, no aeroporto da antiga Tangará, e caiu ainda perto da pista.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o avião perde altitude na zona rural de Orlândia, região de Ribeirão Preto. Câmeras de segurança da área também registraram a queda, segundo a imprensa local.

O Cenipa é o órgão responsável por investigar acidentes aéreos no Brasil. O trabalho da equipe inclui entrevistas com testemunhas, análise dos motores, estudo das condições do tempo e avaliação da documentação do piloto e da aeronave. O relatório final costuma levar meses para ficar pronto.

Quem era Victor Simões da Silva

Victor Simões da Silva integrava o conselho de acionistas do Grupo Simões, tradicional conglomerado empresarial do Amazonas. A família mantém uma trajetória de negócios reconhecida na região Norte do país há décadas e ligada ao desenvolvimento econômico de Manaus.

Apaixonado pela aviação, Victor também tinha habilitação de piloto. Segundo o portal A Crítica, ele estava em São Paulo para acompanhar uma competição de hipismo da filha adolescente. Ele deixa a esposa, a arquiteta e designer Sihame Cruz, e dois filhos: uma adolescente e um menino de um ano.

O piloto que conduzia a aeronave no momento do impacto também morreu. A imprensa local identificou a vítima como José Ricardo Santana.

Quem é o Grupo Simões e qual o peso da família no Amazonas

O Grupo Simões é um dos nomes mais antigos do empresariado amazonense. A companhia reúne negócios mantidos pela família há gerações, com sede em Manaus, e Victor integrava o conselho de acionistas, dando continuidade ao trabalho iniciado por parentes.

O pai do empresário, Antônio Silva, preside a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM). A entidade representa o setor industrial local e atua na defesa da Zona Franca de Manaus, modelo de incentivos fiscais que sustenta boa parte da produção do estado.

Repercussão e homenagens

A morte do empresário gerou manifestações de pesar entre amigos, colegas de setor e autoridades do Amazonas. O pai de Victor, Antônio Silva, divulgou nota oficial lamentando a perda do filho e lembrou a tradição da família de investir no progresso econômico de Manaus.

O Grupo Simões também se manifestou com pesar pela morte do acionista. A empresa informou que os detalhes do velório e do sepultamento serão divulgados em breve. As causas do acidente seguem sob investigação das autoridades competentes.

O que a investigação deve apurar

A apuração do Cenipa deve se concentrar em três frentes. A primeira é o estado de conservação da aeronave e o histórico de manutenção. A segunda é a experiência do piloto e as horas de voo registradas. A terceira reúne as condições do tempo e as circunstâncias da decolagem.

Peritos costumam cruzar dados de radar, do painel da aeronave e de testemunhas que acompanharam o voo. O órgão só divulga conclusões quando o relatório final está fechado, o que costuma ocorrer meses após o acidente.

Acidentes aéreos recentes no Brasil

O caso de Orlândia reacendeu o debate sobre a segurança da aviação de pequeno porte no país. Em 9 de outubro, uma aeronave de pequeno porte caiu sobre uma estação de metrô em Belo Horizonte e deixou uma vítima. Na mesma semana, uma queda em Minas Gerais matou três militares da Polícia Militar.

O episódio mais grave dos últimos anos segue sendo a queda do avião da Voepass em Vinhedo, em agosto de 2024, que deixou 62 mortos. A Polícia Federal indiciou 16 pessoas na investigação criminal, como mostrou esta reportagem. O acidente acelerou a revisão de protocolos de manutenção e de treinamento de tripulações no setor.

O que esperar daqui para frente

A Polícia Civil e o Cenipa seguem com as apurações em Orlândia. A expectativa é de que os primeiros dados preliminares sejam divulgados nas próximas semanas, ainda sem conclusão sobre as causas da queda.

Enquanto isso, familiares e amigos se organizam para os atos de despedida. A previsão é de que o corpo do empresário seja trasladado para Manaus nos próximos dias.

Com informações de Contigo! e do portal A Crítica.

RedeBrasil

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