Suspensões e cassações de CNH por reincidência aumentam 10 vezes e chegam a 37 mil na região de Campinas
Suspensões e cassações de CNH por reincidência aumentam 10 vezes e atingem 37 mil na região de Campinas
Campinas observa crescimento de quase 1.000% em CNHs suspensas ou cassadas. O número de carteiras de habilitação (CNHs) suspensas ou cassadas por reincidência de infrações aumentou 10 vezes, alcançando 37.409 em 2025 na região de Campinas (SP). Os dados foram divulgados pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP).
De acordo com a pesquisa, no ano anterior foram registradas 8.352 cassações e 29.057 suspensões. Em 2024, o Detran contabilizou 1.457 cassações e 1.975 suspensões, totalizando 3.432 casos.
O aumento pode ser atribuído à redução do prazo de cinco anos para 360 dias na abertura dos processos, conforme informado pelo órgão estadual.
O advogado especialista em trânsito, André Bertucci, alertou que os condutores devem acompanhar a situação da CNH, preferencialmente a cada 15 dias, enfatizando que as cassações e suspensões têm caráter educativo para os motoristas.
Segundo o Detran, a tendência é que 2026 também apresente aumento em relação a 2024 devido às mudanças nos processos. Somente no primeiro semestre deste ano, foram registradas 1.493 cassações e 4.739 suspensões, totalizando 6.232 casos.
Diferentes comportamentos de risco, como embriaguez ao volante, excesso de velocidade e prática de rachas, levam à suspensão ou cassação do direito de dirigir.
Dirigir com a CNH suspensa é considerado infração gravíssima, resultando na cassação da CNH, multa de R$ 880 e apreensão do veículo. Em casos de acidentes graves, o motorista pode ser detido por até um ano.
Os motoristas insatisfeitos com as punições aplicadas têm a opção de recorrer administrativamente ao Detran para tentar anular a penalidade.
Vítima da imprudência
O jovem Vitor Soares Bolani, de 21 anos, faleceu em outubro de 2025 após sua motocicleta ser atingida por um carro no anel viário de Piracicaba (SP). Segundo o Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP), a motorista do veículo estava com a CNH suspensa devido a um acidente anterior.
Viviane Cristina Soares Bolani, mãe de Vitor e monitora de transporte escolar, relatou que a condutora já havia se envolvido em outro acidente com uma motocicleta três anos antes.
“Enquanto ele está em um cemitério, ela está curtindo a vida dela, ela está vivendo e ela fala por aí que ela só se envolveu no acidente. Isso me revolta”, desabafou a mãe.



