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Paris Jackson cobra divisão de herança de Michael Jackson

Paris Jackson cobra divisão de herança de Michael Jackson

Paris Jackson cobra divisão de herança de Michael Jackson

Paris Jackson, 28 anos, cobra na Justiça a divisão de US$ 600 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões) do patrimônio de Michael Jackson. A filha do Rei do Pop protocolou a petição na quinta-feira (29), no Tribunal Superior de Los Angeles, e pede que o valor seja repartido entre ela e os irmãos, Prince e Bigi. A herança de Michael Jackson virou disputa judicial 17 anos depois da morte do cantor.

Paris Jackson cobra divisão de herança de Michael Jackson

O que Paris Jackson pede na Justiça

No documento, obtido pelo portal Page Six, Paris acusa o inventariante John Branca de manter controle absoluto do espólio. Ela afirma que o gestor não repassou aos herdeiros o que já deveria estar disponível. Além disso, pede que a Justiça ordene a distribuição preliminar do dinheiro ao Fundo Fiduciário da Família Michael Jackson.

A herdeira sustenta que não existe razão legítima para o valor continuar retido. Segundo a petição, tanto ela quanto os irmãos recebem apenas quantias pequenas, definidas por Branca. O texto afirma ainda que o inventariante usa o controle sobre os pagamentos para desencorajar os irmãos de questionar a administração do espólio.

Paris começou a contestar a gestão no ano passado. Ela se opôs ao que descreveu como presentes não contratuais do gestor a colegas de trabalho. De acordo com o processo, a herdeira sofreu retaliação depois dos questionamentos, com ataques públicos e uma redução multimilionária no dinheiro destinado a ela e aos irmãos.

Quem é John Branca, o inventariante acusado

Branca é advogado e presidente da The Michael Jackson Company. Ele trabalha com o patrimônio do cantor desde 1985, saiu da equipe em 2006 e voltou em 2009, oito dias antes da morte de Michael. Hoje, é ele quem autoriza os repasses aos três filhos do Rei do Pop.

O testamento do cantor previa que os herdeiros começassem a receber rendimentos de suas partes quando completassem 21 anos, a maioridade legal nos Estados Unidos. Conforme o processo, isso nunca aconteceu. O documento estabelecia ainda que cada filho receberia um terço do capital principal do fundo aos 30 anos, metade do restante aos 35 e o saldo total aos 40.

Prince, o primogênito, completa 30 anos em quatro meses. Paris fará 29 em abril de 2027 e Bigi completa 25 em fevereiro. A conta do relógio explica a pressa da ação, porque a primeira faixa do capital só é liberada no trigésimo aniversário de cada herdeiro.

O inventariante é quem administra o espólio até a partilha definitiva, com poderes para vender bens e assinar contratos. Já o fundo fiduciário, conhecido como trust, é a estrutura que define quando e como cada herdeiro recebe a sua parte. A disputa atual é sobre o ritmo das entregas, não sobre a validade do testamento.

Espólio responde e cita impasse com o fisco americano

Um porta-voz do espólio afirmou ao Page Six que o repasse enfrenta obstáculos legais e litígios. A nota cita a disputa em andamento com a Receita Federal dos Estados Unidos, o IRS, que cobrava US$ 700 milhões em impostos e multas sobre o espólio.

Segundo o porta-voz, a Justiça já reduziu o valor de forma significativa, mas o caso segue aberto e pode mudar. Ele classificou como completa invenção a alegação de que o inventariante reteve ou cortou pagamentos. Mais de US$ 200 milhões já foram distribuídos a Paris e aos demais beneficiários, afirmou.

O porta-voz disse ainda que aguarda a resolução das pendências o quanto antes. O objetivo, segundo ele, é que a fundação beneficente e os fundos fiduciários possam ser totalmente financiados, como Michael desejava.

Entre as transações citadas no processo estão a venda da participação de cerca de 10 por cento do espólio na EMI Music Publishing para a Sony, por US$ 287,5 milhões, em 2018. O espólio também vendeu o rancho Neverland em 2020, por US$ 22 milhões.

Paris argumenta que pendências fiscais e litígios não justificam a posse de todos os bens da herança. Ela estima que US$ 600 milhões estejam disponíveis para divisão entre os três filhos, mesmo depois de contabilizados os possíveis passivos. O caso reacende a memória do acervo milionário do Rei do Pop, tema que já apareceu na disputa pelo legado do cantor, quando peças icônicas de sua carreira foram levadas a leilão.

Com informações de Hugo Gloss e Page Six.

RedeBrasil

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