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Flamengo pede vaga na final da Libertadores à Conmebol

Flamengo pede vaga na final da Libertadores à Conmebol

Flamengo pede vaga na final da Libertadores à Conmebol

O Flamengo decidiu levar a eliminação na semifinal da Libertadores para fora do campo. O clube apresentou uma reclamação à Conmebol e pede a vaga na final da Libertadores, segundo informou o jornalista argentino Germán García Grova. O alvo da contestação é a escalação do zagueiro Marcos Rojo pelo Estudiantes (ARG) no jogo de volta, no Maracanã.

Como o Flamengo busca a vaga na final da Libertadores

O Rubro-Negro sustenta que o Estudiantes usou Rojo sem que o argentino tivesse inscrição regular na competição. Na quinta-feira (22), os dois times empataram por 0 a 0 diante de 72.492 torcedores. Nos pênaltis, o Estudiantes venceu por 3 a 2 e avançou para enfrentar o Palmeiras na decisão.

Rojo foi titular na lateral esquerda e deixou o campo aos 30 minutos do segundo tempo. O Estudiantes jogou com um a menos desde os quatro minutos da etapa final, depois da expulsão de Baltasar Rodríguez. Mesmo com a superioridade numérica, o Flamengo não marcou. Nas cobranças, o goleiro Muslera defendeu as batidas de Jorginho, Paquetá e Bruno Henrique, como registrou o relato oficial do clube, tema da cobertura da saída do time na competição.

A medida cautelar do TAS e a inscrição de Rojo

A discussão nasceu antes mesmo de a bola rolar. Rojo, de 36 anos, deixou o Racing (ARG) e voltou ao Estudiantes, clube que o revelou. A negociação aconteceu com a janela de transferências argentina fechada. Para inscrevê-lo na Libertadores, o Estudiantes tentou usar a vaga do volante Gabriel Neves, que fraturou o pulso.

A Conmebol rejeitou o pedido horas antes do jogo de ida, disputado em 15 de outubro, em La Plata. A entidade baseou a decisão no artigo 6 do Regulamento sobre o Estatuto e a Transferência de Jogadores da FIFA. Com isso, o zagueiro ficou fora do primeiro jogo, que também terminou sem gols.

No dia seguinte, o Estudiantes recorreu ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS) e pediu urgência na análise. Pelo rito regular, a Conmebol teria 20 dias úteis para responder. O TAS concedeu a medida cautelar na quarta-feira (21), véspera da partida no Rio, e determinou a inclusão de Rojo na Lista de Boa Fé da Libertadores 2026.

A medida tem caráter provisório. O mérito da disputa sobre a inscrição ainda não foi julgado em definitivo. O Estudiantes tem até as 18h de segunda-feira (26) para apresentar sua defesa.

O que o regulamento prevê em caso de escalação irregular

O artigo 19 do Código Disciplinar da Conmebol define como o resultado de uma partida é decidido quando há responsabilidade ou negligência de uma equipe. O primeiro item prevê que o clube responsabilizado seja declarado perdedor por 3 a 0. Se o placar registrado em campo já for mais desfavorável ao infrator, o resultado original permanece.

O texto também trata de casos de escalação irregular. Em regra, o adversário precisa apresentar reclamação oficial em até 24 horas depois do fim da partida. Há exceção quando a irregularidade decorre do descumprimento de suspensão regulamentar, decisão ou ordem de órgãos judiciais. Nessa hipótese, a Unidade Disciplinar pode abrir procedimento de ofício.

A leitura desse artigo é o centro da contestação rubro-negra. Se a Conmebol acolher o pedido, o Flamengo herdaria a vitória no jogo de volta. Como a ida terminou empatada, o resultado da semifinal mudaria por completo.

O precedente que o Flamengo usa como base

O clube se apoia em um caso parecido, detalhado pelo Coluna do Fla. Em 2018, o Santos empatou por 0 a 0 com o Independiente (ARG) na Argentina, pela fase de oitavas, e o adversário reclamou à Conmebol. O motivo era a participação de Carlos Sánchez, que ainda precisava cumprir suspensão.

A entidade acolheu a reclamação e determinou derrota do clube brasileiro por 3 a 0. O Santos voltou a empatar no jogo de volta e foi eliminado. O caso ficou marcado porque a sanção administrativa mudou as condições esportivas do confronto antes do segundo jogo.

Os dois episódios, no entanto, têm diferenças. O caso de Sánchez envolvia uma suspensão disciplinar antiga. O de Rojo trata de inscrição e de uma decisão provisória do TAS, que sustenta a participação do atleta enquanto o mérito não é julgado. A própria Conmebol havia barrado o zagueiro antes da intervenção do tribunal.

O que esperar daqui para frente

O Estudiantes diz que cumpriu todos os prazos e trâmites. A diretoria argentina entende que Rojo pode disputar a final enquanto nenhuma decisão alterar o cenário atual. O clube de La Plata argumenta que a Conmebol já aprovou inscrições em condições idênticas às do zagueiro.

A final da Libertadores segue marcada para 28 de novembro, no Estádio Centenário, em Montevidéu. O Palmeiras, que eliminou o Fluminense nos pênaltis, aguarda o adversário. A definição do caso pode mudar quem entra em campo na decisão.

Com informações de Coluna do Fla e Conmebol

RedeBrasil

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