Leilões de baterias têm mais de 6 mil projetos cadastrados
Título: Leilões de acumuladores têm mais de 6 mil projetos inscritos
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) registrou 6.091 projetos para os leilões de bateria, conforme divulgado pela entidade nesta segunda-feira (3/8). Esses projetos somam 296,8 gigawatts de potência.
O primeiro leilão está marcado para o dia 2 de dezembro e será voltado para sistemas de armazenamento em acumuladores (BESS) que atendam ao requisito mínimo de conteúdo nacional estabelecido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Para este leilão, foram inscritos 5.296 projetos, totalizando 261,408 gigawatts de potência.
O segundo leilão, programado para o dia 4 de dezembro, estará aberto a todos os projetos de sistemas de armazenamento e contou com a inscrição de 5.734 projetos, alcançando 281 gigawatts de potência. Algumas iniciativas participam de ambos os leilões.
“O significativo número de projetos inscritos evidencia o grande interesse dos participantes na implementação dos sistemas de armazenamento no setor elétrico brasileiro, reforçando a importância estratégica dessa tecnologia para ampliar a flexibilidade operacional do sistema, apoiar a integração de fontes renováveis e atender às demandas futuras de potência do Sistema Interligado Nacional (SIN)”, declarou a EPE em comunicado.
Segundo a EPE, o volume de projetos representa um recorde de participação em leilões do setor elétrico brasileiro.
Para participar dos leilões, os projetos também precisam ser aprovados nas fases de análise e habilitação técnica pela empresa de pesquisa.
Absae: resultado demonstra confiança de investidores
A Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae) avalia que o número de projetos inscritos reflete a confiança dos investidores no mercado nacional e a disponibilidade técnica, industrial e financeira para viabilizar investimentos em grande escala.
“O recorde de projetos inscritos demonstra de forma inequívoca a maturidade alcançada pelo mercado brasileiro de armazenamento de energia e o forte interesse dos investidores nesse segmento”, afirmou o diretor-executivo da Absae, Fabio Monteiro Lima, em comunicado.
A associação também criticou a distribuição dos custos de armazenamento apenas pelas geradoras, classificando essa regra como “excepcional” e “anti-isonômica”.



