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Preso em operação que revelou laboratório de anabolizantes era 'cabeça' de esquema nacional e atuava no crime há 10 anos, diz PF

Preso em operação que revelou laboratório de anabolizantes era 'cabeça' de esquema nacional e atuava no crime há 10 anos, diz PF

Preso em operação que revelou laboratório de anabolizantes era 'cabeça' de esquema nacional e atuava no crime há 10 anos, diz PF

Homem preso em operação da PF era líder de esquema de produção de anabolizantes

O delegado da Polícia Federal (PF) Davi Antonio Furlan afirmou que o indivíduo de 40 anos detido em Cosmópolis (SP) nesta quarta-feira (29) durante a operação que revelou um laboratório clandestino de anabolizantes e sua distribuição, estava envolvido em atividades criminosas há aproximadamente dez anos e era o responsável pelo esquema.

Segundo o delegado, o investigado mantinha um laboratório em sua residência e era encarregado de distribuir anabolizantes de diferentes tipos, tanto injetáveis quanto de uso oral, por todo o Brasil.

“O indivíduo era o responsável por distribuir anabolizantes de vários ésteres, tanto injetáveis quanto de uso oral, por todo o país. Ele conseguiu montar uma estrutura, possuía um laboratório em casa. Discretamente, realizava isso. Tinha uma logística eficiente de distribuição, assim como outro alvo, que alcançou praticamente o mesmo nível em Roraima”, afirmou.

Matéria-prima importada

A PF investiga um grupo criminoso que importava matéria-prima clandestina para a produção de anabolizantes. A organização trazia insumos do exterior, da Ásia, Europa e América do Sul, mantinha um laboratório ilegal em Cosmópolis (SP) e comercializava os produtos sem controle sanitário e sem prescrição médica. Entenda o funcionamento do laboratório, do esquema de produção de anabolizantes e da logística criminosa.

“A matéria-prima provém de diversos locais, vários países. Apreendemos um verdadeiro laboratório, estoques de diferentes tipos, diversos componentes, frascos, seringas, pacotes, caixas já endereçadas e remetidas com código de correio, por transportadora”, detalhou.

Crimes identificados

No esquema, a Polícia Civil identificou crimes de contrabando e importação de produtos farmacêuticos sem autorização ou declaração correta.

“Diversas modalidades de um mesmo crime. Identificamos documentação falsa de variados tipos, aquisição de bens e outros. Esperamos que, com a análise do material apreendido hoje, possamos eventualmente descobrir outros envolvimentos que ainda não conhecemos”, completou.

A Justiça também decretou o bloqueio de valores em contas bancárias, a indisponibilidade de veículos e imóveis, além da quebra dos sigilos fiscal e telemático dos investigados, com apoio do 10º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) da Polícia Militar de Piracicaba.

Empresas fictícias e documentos falsificados

A investigação teve início em 2024, a partir da análise de apreensões de substâncias importadas utilizando documentos e endereços falsos. Segundo as investigações, a organização criminosa usava empresas fictícias, contas bancárias em nomes de terceiros e um esquema para envio dos produtos por correio e transportadora.

As investigações da Polícia Federal sobre o esquema clandestino de anabolizantes começaram no final de 2024, após a Receita Federal e os Correios apreenderem várias remessas de insumos suspeitos. Os agentes identificaram que as mercadorias utilizavam nomes e endereços variados, porém todos concentrados em Cosmópolis (SP).

Na residência do suspeito em Cosmópolis, funcionava um laboratório clandestino onde a matéria-prima importada era manipulada para a fabricação dos anabolizantes. O homem foi preso em cumprimento a um mandado de prisão preventiva e autuado em flagrante no local.

O esquema contava com insumos contrabandeados da China, Paraguai e de países europeus, como a França e nações do Leste Europeu, enviados principalmente por correio. A rede comercializava substâncias proibidas e compostos de uso restrito sem as devidas licenças sanitárias.

Além do suspeito preso em Cosmópolis, um segundo investigado, também por volta dos 40 anos, foi detido em Boa Vista (RR) sob a acusação de atuar como um dos principais distribuidores das substâncias enviadas pelo laboratório paulista.