Djokovic vence Zverev: ainda posso vencer os melhores
Novak Djokovic venceu Alexander Zverev nas quartas de final do ATP 500 de Pequim. Com o resultado, o sérvio chegou a 32 vitórias seguidas na capital chinesa. Depois do jogo, o número 1 do público local fez um desabafo: ainda se sente capaz de bater os melhores do mundo.
A vitória teve gosto especial. Djokovic afirmou que o triunfo serve como uma confirmação de que continua no mais alto nível. A partida durou quase três horas e exigiu muito do corpo do atleta. Mesmo assim, ele deixou a quadra com a sensação de dever cumprido.
Djokovic vence Zverev e renova a própria confiança
“Para mim é uma prova, uma confirmação de que ainda posso vencer os melhores jogadores do mundo nos grandes torneios. Sempre soube disso. Sempre confiei nisso”, disse Djokovic na coletiva de imprensa.
O sérvio colocou a vitória sobre Zverev entre as duas mais importantes da temporada. Ele citou também a semifinal do Australian Open contra Jannik Sinner. “Provavelmente este foi um dos dois melhores jogos que joguei neste ano, junto com a semifinal na Austrália contra Sinner”, avaliou.
Zverev chegou ao confronto embalado pelo título do US Open e em grande fase na temporada. Para Djokovic, o alemão vive um momento em que cada oportunidade perdida pesa. “As oportunidades contra ele são muito escassas e, quando aparecem, você precisa aproveitá-las”, explicou o sérvio.
A estratégia que decidiu o jogo
Djokovic detalhou como tentou tirar Zverev da zona de conforto. Ele apostou no saque e na primeira bola depois do serviço. Além disso, atacou sempre que encontrava bolas mais curtas.
“Eu tentava aproveitar cada bola curta para subir à rede, colocar pressão, variar o jogo e ser agressivo. Em alguns momentos foi um tênis de muito risco, mas eu precisava fazer isso. Caso contrário, seria muito difícil ganhar esta partida”, contou.
Na visão dele, os momentos decisivos fizeram a diferença. Ele citou o 5/4 no segundo set e o 5/4 no terceiro set. Nas duas situações, teve a chance de quebrar o saque do adversário. Djokovic foi corajoso nos pontos e aproveitou as oportunidades. Segundo ele, isso bastou para fechar a partida.
Confiança renovada aos 39 anos
O ano de Djokovic teve problemas físicos e momentos de irregularidade. Por isso, o bom desempenho em Pequim tem impacto direto na confiança do jogador. Os dois últimos jogos duraram quase três horas cada. Ainda assim, ele garantiu estar se sentindo bem fisicamente.
“Estou muito feliz comigo mesmo e orgulhoso do esforço que estou fazendo. A sensação geral é muito positiva. Quando você joga neste nível, a confiança aumenta, você esquece um pouco todos os problemas e dificuldades e simplesmente continua avançando”, comentou.
O sérvio reconhece, no entanto, que manter esse nível sempre é mais difícil aos 39 anos. “Obviamente, as coisas agora são um pouco diferentes. É difícil manter um nível máximo de maneira constante como os jogadores mais jovens fazem”, afirmou.
Mesmo assim, partidas como a vitória sobre Zverev mantêm Djokovic motivado. Ele explicou que esses grandes confrontos são a principal razão para seguir treinando e competindo.
“São esses momentos que me lembram por que continuo fazendo tudo isso: para estar preparado para enfrentar os melhores jogadores do mundo nos maiores palcos e poder vencê-los”, destacou.
A marca de Pequim e o peso do recorde
O triunfo sobre Zverev também ampliou uma marca pessoal importante. Djokovic chegou a 32 vitórias seguidas em Pequim. O número confirma a boa relação do sérvio com a quadra chinesa. Na cidade, ele costuma se sentir em casa e joga sempre com apoio da torcida.
Além disso, a sequência mostra consistência em um torneio de alto nível. Para um atleta de 39 anos, repetir resultados assim não é simples. Como resultado, cada nova vitória reforça a tese de que Djokovic ainda pode incomodar os favoritos. Contudo, o sérvio sabe que o desafio cresce a cada rodada.
O que esperar daqui para frente
O próximo desafio de Djokovic em Pequim é Daniil Medvedev. O duelo acontece nesta segunda-feira e vale vaga na semifinal do torneio. O russo costuma dar trabalho ao sérvio em quadras rápidas. Por isso, o confronto promete equilíbrio e longas trocas de bola.
Além disso, o resultado reforça a confiança de Djokovic para o restante da temporada asiática. O sérvio segue vivo na briga por títulos e quer mostrar que ainda incomoda os favoritos. No entanto, o corpo dele precisa aguentar o ritmo forte de jogos seguidos. Como resultado, cada recuperação entre partidas ganha importância, sobretudo para quem passou por problemas físicos ao longo do ano.
Enquanto Djokovic celebra, Zverev já tinha mostrado força no US Open, onde chegou à decisão. O alemão vive a melhor fase da carreira e segue como um dos nomes mais temidos do circuito. Para o sérvio, esse é exatamente o tipo de adversário que torna cada vitória mais valiosa.
Com informações do TenisBrasil.
RedeBrasil
Foto: ATP Tour



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