Sandra Annenberg faz alerta às mulheres antes do 2º turno
A apresentadora Sandra Annenberg usou as redes sociais para fazer um apelo às mulheres brasileiras na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para este domingo (25). A jornalista do Globo Repórter lembrou a luta pelo voto feminino no país e afirmou que o eleitorado feminino tem peso decisivo no resultado.
Na publicação, Sandra Annenberg pediu que as mulheres compareçam às urnas, inclusive as que não votaram no primeiro turno. Ela também citou a violência de gênero e o número de famílias chefiadas por mulheres no Brasil.
O que Sandra Annenberg disse às mulheres
A mensagem foi direcionada ao público feminino. No texto, a apresentadora reforçou que quem não votou na primeira etapa da disputa ainda pode votar no domingo.
“Lembro que mesmo que você não tenha votado no primeiro turno, pode votar no domingo. Exerça o seu direito e escolha o futuro pros seus filhos e filhas”, escreveu.
Em seguida, Sandra Annenberg lembrou que o voto feminino só passou a ser permitido no país em 1932. Antes disso, apenas mulheres casadas com autorização do marido, viúvas ou solteiras com renda própria conseguiam votar.
“Faz tão pouco tempo que a gente conquistou os mesmos direitos que os homens”, afirmou a jornalista.
Os números citados pela apresentadora
Sandra Annenberg apresentou dados sobre a presença das mulheres na sociedade brasileira. Segundo ela, cerca de 11 milhões de mulheres criam os filhos sozinhas no país.
A apresentadora também afirmou que as mulheres são a maioria da população, com 51,5 por cento do total. Além disso, destacou que há cerca de 6 milhões de mulheres a mais do que homens no Brasil.
“Hoje no Brasil, há 6 milhões de mulheres a mais do que homens, ou seja, o nosso voto decide a eleição. Então, quando você for votar, lembre do quanto você é importante”, declarou.
Na mesma mensagem, ela mencionou o ranking de feminicídios. Sandra Annenberg classificou o Brasil como o quinto país do mundo em mortes violentas de mulheres.
Voto feminino: uma conquista de 1932
O direito de voto das mulheres brasileiras foi garantido pelo Código Eleitoral de 1932. A conquista veio depois de anos de mobilização, com liderança de nomes como a bióloga e ativista Bertha Lutz.
Antes da regra, o voto feminino era restrito a casos específicos. Apenas mulheres casadas com autorização do marido, viúvas ou solteiras com renda própria conseguiam votar. Esse é justamente o ponto que Sandra Annenberg lembrou na publicação.
Nas décadas seguintes, a participação das mulheres nas urnas cresceu e superou a dos homens em número de eleitoras. Hoje, o eleitorado feminino é maioria no país.
A violência contra a mulher no debate eleitoral
O Brasil registra índices altos de violência de gênero. Em 2026, os feminicídios caíram 4,5 por cento, mas as tentativas subiram 10,4 por cento, segundo levantamento divulgado em outubro.
O tema apareceu nas duas campanhas na semana final da disputa. As propostas de combate à violência doméstica e de ampliação da rede de proteção à mulher ganharam espaço nos programas e nos eventos de rua.
Para especialistas, o voto feminino tende a pesar mais nas cidades grandes. Nelas, a escolaridade média das eleitoras é maior e o debate sobre segurança pública tem peso na decisão.
Por que o voto feminino virou tema da campanha
O eleitorado feminino entrou no centro da disputa pelo Planalto. As campanhas dedicaram a semana final a encontros com mulheres e a compromissos voltados para esse público.
A diferença de intenção de voto entre homens e mulheres aparece nos levantamentos recentes. O recorte por gênero se tornou um dos mais observados pelos analistas políticos.
A fala de Sandra Annenberg reforça esse movimento. Ao citar a maioria feminina e a memória do voto de 1932, a jornalista transformou a ida às urnas em pauta de cidadania.
O que está em jogo nas urnas no domingo
A votação do segundo turno acontece neste domingo (25), em todo o país. As seções eleitorais abrem às 8h e fecham às 17h, no horário de Brasília.
O eleitor precisa levar um documento oficial com foto. Quem não votou no primeiro turno pode votar normalmente, desde que o título esteja em situação regular.
A apresentadora encerrou o pronunciamento com um pedido direto às eleitoras. “Então, quando você for votar, lembre do quanto você é importante”, disse.
O conteúdo completo está na publicação da Contigo!.
Como votar no segundo turno
A votação do segundo turno segue as mesmas regras do primeiro. O eleitor pode usar o e-Título no celular, desde que o aplicativo tenha a foto atualizada.
Quem estiver fora do domicílio eleitoral pode justificar a ausência pelo próprio e-Título, no dia da votação. O aplicativo também mostra o endereço da seção.
O TSE recomenda que o eleitor confira o local de votação antes de sair de casa. A consulta está disponível no site do tribunal e no aplicativo.
As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro. Por isso, o comparecimento feminino costuma definir o resultado em disputas apertadas.
Com informações de Contigo!
RedeBrasil



Publicar comentário