Mulheres no Senado: eleição de 2026 elege 12 e bate recorde
As eleições deste domingo (4) elegeram 12 mulheres para o Senado. O número equivale a 22% das 54 cadeiras renovadas e representa a maior taxa de eleitas para a Casa Alta desde 1994.
Apesar do avanço, o resultado ainda está longe da paridade. Ao todo, 70 mulheres disputaram o Senado em 2026, o que corresponde a 22% das 318 candidaturas registradas.
O desempenho feminino aparece em um ano de renovação ampla. A eleição de 2026 substituiu dois terços do Senado, o maior bloco de cadeiras em disputa no ciclo.
Todos os estados tiveram candidatas
Pela primeira vez na série analisada desde 2014, todos os estados e o Distrito Federal tiveram ao menos uma mulher na disputa. O dado reforça a presença feminina nas urnas em todo o país.
Cada unidade da federação elegeu dois senadores, com mandato de oito anos. Assim, as 54 cadeiras em disputa se dividiram igualmente entre os 26 estados e o Distrito Federal.
As outras 27 cadeiras não estavam em disputa. Elas permanecem com os eleitos em 2022, que têm mandato até 2031 e não passaram pela urna neste ano.
Bancada feminina cresce em 2027
Entre as eleitas estão Michelle Bolsonaro (PL), Bia Kicis (PL) e Marília Campos (PT). Outras seis senadoras seguem em mandatos que vão até 2031.
Com isso, a bancada feminina passa das atuais 15 integrantes para 18 a partir de 2027. O avanço é de três cadeiras em relação à composição atual.
O porcentual de 22% das vagas renovadas é o maior desde 1994. No entanto, ele mostra que a presença das mulheres no Senado segue distante da metade das cadeiras.
O peso das candidaturas femininas
A eleição de 2026 registrou 318 candidaturas ao Senado. Desse total, 70 eram de mulheres, o que corresponde a 22% do conjunto.
O número de eleitas acompanha esse patamar. Ou seja, a representação feminina nas cadeiras reflete, em boa medida, o tamanho da participação nas candidaturas.
A bancada de 18 senadoras em 2027 representa pouco mais de um quinto da Casa, que tem 81 integrantes. Ampliar esse espaço depende de mais candidaturas e de mais apoio às campanhas ao longo de todo o processo.
Como funciona a eleição para o Senado
Para o Senado, são eleitos os dois candidatos mais votados em cada estado e no Distrito Federal. Não existe segundo turno para o cargo.
Neste ano, 158.745.463 eleitores estavam aptos a votar. A votação definiu presidente, governador, senador e deputados federais, estaduais e distritais.
Para presidente e governador, vence no primeiro turno quem obtém mais de 50% dos votos válidos. Quando ninguém alcança esse patamar, os dois mais votados voltam às urnas em 25 de outubro.
Já o sistema proporcional distribui as cadeiras entre partidos e federações conforme a votação. Neste ano, serão preenchidas 513 vagas na Câmara dos Deputados, 1.035 nas Assembleias Legislativas e 24 na Câmara Legislativa do Distrito Federal.
O que esperar daqui para frente
A nova composição do Senado toma posse em 2027 e define o equilíbrio de forças no Congresso. A presença maior de mulheres pode influenciar a pauta de direitos e a representação política.
Movimentos que defendem mais mulheres na política veem o recorde como avanço gradual. No entanto, eles cobram medidas para acelerar a paridade, como cotas mais eficazes e financiamento equilibrado de campanhas.
O tema dialoga com outros resultados da eleição. Na apuração do primeiro turno, a disputa proporcional também registrou números expressivos.
Com informações de Poder360.
RedeBrasil



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